Scifiworld

Crítica a "REC3: Genesis"

Depois de 6 anos eis que o mais aclamado found footage do século se torna uma trilogia. Após um inovador primeiro capítulo e uma desilusão no segundo, as expectativas estariam divididas. Isso não impediu “REC3: Genesis” de se assumir como a mais mediática produção espanhola do ano. A SciFiWorld cruzou-se com o filme no Marché du FIlm deste ano e pode adiantar aquilo que Espanha já sabe: podem amar ou odiar, mas não ficarão indiferentes ao Génesis.


Um dos maiores receios sobre este capítulo era a saída de Balagueró, o mais conceituado realizador da dupla. Deixar Plaza sozinho para fazer o filme começou de forma suspeita - com a escolha da namorada para o papel principal - mas Leticia Dolera começava a criar currículo para si no fantástico (como actriz e realizadora) pelo que se dava o benefício da dúvida.
Logo na abertura é possível ficar de pé atrás. O tema nupcial parecia pretexto para uma declaração de amor a Leticia, mas afinal era mesmo a Clara, a personagem. Juntando as fotos de Koldo (Diego Martín) estamos envolvidos numa história de amor cujo desfecho se sabe sangrento.

 

Enquanto o primeiro filme começa com um misto de drama e alguma comédia, evoluindo para um terror intenso, o segundo foi mais preguiçoso e prefere um caminho de thriller e um terror quase convencional. Pois neste as diferenças não podiam ser maiores. O começo tem aquela lamechice de casamento que só se suporta quando se adora os noivos. Esse requisito é conseguido muito facilmente com um casal que cativa à primeira como em tantos filmes vindos de Espanha.
Entramos no casamento pela lente de uma câmara como estamos acostumamos, mas depressa é dado um passo arriscado e o filme passa ao formato convencional. Esse corte radical com a saga prova que Genesis não quis ser apenas mais um. A liberdade de filmagem permitiu uma história muito mais rica e simultaneamente descontraída. Por entre as filmagens de casamento há um zombie potencial que todos sabem de onde veio. A expectativa pela sua transformação é enorme, mas a boa disposição da festa faz com que se espere pacientemente. E a carnificina seguinte justifica a espera. Somos presenteados com um massacre bem mais intenso do que nos filmes anteriores, onde o terror e a comédia se complementam. Estando o filão original esgotado, era preciso dar este passo.

“REC3” é uma divertida experiência de misturar terror com comédia e romance. Talvez por “REC2” não ter funcionado como um filme sério e intenso de terror, este nem tenta ser sério. Dá os zombies, o aparato militar e muitas mortes sangrentas, mas é um filme acessível para crianças (maiores de 12), recomendado para casais, desaconselhado para quem procura emoções fortes que não envolvam sentimentos. É quase uma banalização do terror e pode ser considerado um desrespeito pelos predecessores, contudo é entretenimento de primeira e tem duas personagens que entram para aquele rol de pessoas que queremos connosco em caso de ataque zombie. Clara e Koldo provam que o amor é mais forte do que tudo, incluindo o Apocalipse.

Mais Vistos

 

C/ Celso Emilio Ferreiro, 2 - 4°D
36600 Vilagarcía de Arousa
Pontevedra (España)

Redacción: 653.378.415

info@scifiworld.es

Sobre Scifiworld

Copyright © 2005 - 2020 Scifiworld Entertainment - Desarrollo web: Ático I Creativos