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Crítica a "Dark Sea War Chronicles - Fighting the Silent"

el  quarta, 27 setembro 2017 18:45 Escrito por 

Está a chegar à Amazon a mais recente saga de Bruno Martins Soares.

Já passaram alguns anos desde a saga “Alex 9”, mas o nome de Bruno Martins Soares tem sido um daqueles sempre referidos quando se pensa no fantástico nacional. Agora dá um salto para o mundo e começou a sua colecção em língua inglesa, The Dark Sea War Chronicles. O primeiro volume é este “Fighting the Silent” que estará disponível na Amazon a partir de Domingo.

A história é sobre 3 civilizações. Digamos que são humanóides, talvez mesmo humanos, mas não há referências à Terra ou à espécie humana.

As personagens que vamos conhecer melhor são as da União Webbur, aliados do Reino de Torrance, que, por sua vez, é inimigo da República de Axx. Torrance e Axx estão na eminência da guerra e as três frotas de Webbur preparam-se para essa situação. A Primeira Frota defende os próprios planetas. A Terceira Frota vigia as fronteiras e o espaço exterior, ambos sob uma ameaça silenciosa de outros Impérios ou piratas. A Segunda Frota tem um papel ingrato. Tem de patrulhar todo o espaço intermédio, em longas viagens por áreas desertas. Por isso o risco é maior. Quando Axx atacar, será essa frota que terá de lidar com eles. Byllard Iddo, oficial de radares na Nave de Batalha Magnar, a jóia da Segunda Frota, é o nosso narrador. Tem alguma experiência de espaço, mas como todos os seus colegas desconhece o que pode ser uma guerra espacial. Vastos impérios com vários planetas e tecnologias desconhecidas. Frotas teoricamente invencíveis de ambas as partes. Quando a guerra começar, milhões morrerão. As frotas ficarão em sucata. Planetas ficarão estéreis. A diferença é que enquanto a Segunda Frota tem naves poderosas gigantes que assustam qualquer um, Axx tem naves quase indetectáveis aos radares que se podem aproximar o suficiente para serem imparáveis e mortíferas. A destruição está garantida de ambos os lados.

Quando a Saída de Emergência decidiu promover o autor de “Alex 9” como “O George R. R. Martin português”, certamente não sabia que estava a criar um monstro. Nesta obra Soares honra a comparação e vai-nos fazer sofrer com a morte de muitas personagens. Apresentar indivíduos um a um que depois dizima com um golpe, é algo cruel que só se pode fazer quando a história é maior que as personagens. E as Dark Sea War Chronicles atingem esse patamar. Aliás, as descrições da frota, tanto da militar como da mercantil, das movimentações do esquadrão e das relações humanas faz recordar os primeiros volumes da BattleStar Galactica. O momento em que se dá o clique de afinidade com as personagens é no final da página 67 e pouco depois, quando se chega ao suposto final do livro, na página 115, já se está pronto para o segundo volume. Só que ainda há mais. Uma camada de humanidade que até então a obra não tinha conseguido explorar. Depois de uma faceta bélica e uns momentos de erotismo, entra em novos detalhes e explica um interlúdio que até então parecia descontextualizado. Quase como com uma segunda história, dá toda uma nova dimensão à história e abre ainda mais o apetite para o que se seguirá com um teaser do inimigo seguinte.

Venha o próximo e depressa.

 

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