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Crítica a "Guardians of the Galaxy"

el  domingo, 10 agosto 2014 22:30 Escrito por 

Depois de esmagar o recorde para estreias de Agosto em 20 milhões, "Guardians of the Galaxy" pode ter feito mais pelas adaptações de comics do que se pensava.

 

Guardians of the Galaxy” nunca seria apenas mais um filme Marvel. Primeiro porque dizer “só mais um” no caso da Marvel significaria que era um filme mau. Algo só para encher calendário. O macro-plano de Kevin Feige tem dezenas de filmes, cada um com a sua missão e obrigado a contribuir com peças para uma história enorme cujo início conhecemos, mas cujo final está muito distante. O filme de um super-herói solitário pode até ser “mais um”, mas quando é de uma equipa tem de ser mais, muito mais.

Há dias discutia-se na página Facebook deste espaço como a Marvel faz filmes de acordo com o seu plano, sem permitir que o realizador se imiscua demasiado. E no entanto, o tipo de realizador que procura está escrito mesmo plano. Há como que três perfis. Por um lado a dualidade de quem tem o estilo ideal para apresentar a personagem - Joe Johnson, Kenneth Brannagh - e de quem pode servir de piloto automático nas sequelas seguintes. E por outro, quem serve para dominar uma epopeia de vários episódios, como Jon Favreau, Shane Black... Neste tipo, o ideal é que tenha um cunho pessoal e uma legião de seguidores. Joss Whedon e James Gunn são dos maiores nesse pequeno grupo. Edgar Wright saiu seria outros dos nomes que encaixariam bem no último grupo, mas na realidade estava em ambos os mundos. Quis fazer um produto seu, mas foi tratado como se apenas pudesse apresentar a personagem. Sai um, entra outro e a máquina não pára.

Quando Whedon chegou à Marvel era adorado pelo público e temido pelos estúdios pela pouca rentabilidade. James Gunn não é Joss Whedon. O seu pouco currículo era de cinema muito económico (começou na Troma) e não chegava às salas. Mas era inegável que tinha um estilo muito próprio. Se seria capaz de comandar uma produção multi-milionária e chegar ao grande público, era um mistério onde a Marvel arriscou pouco. Não lhe confiou nenhum dos ex-libris da casa. Apenas lhe entregou os Guardiães, uma franquia de imenso potencial, mas praticamente desconhecida. Capaz de abrir todo um novo universo cinematográfico, ou de ser escondida debaixo do tapete consoante o resultado.

Gunn não seguiu a filosofia habitual de apostar em grandes nomes. A equipa liderada por Samuel Jackson tem enormes estrelas. Mesmo os que não têm nome, têm um rosto conhecido. Gunn fez precisamente o contrário. Vin Diesel e Bradley Cooper são estrelas? Só preciso da voz. Zoe Saldana, Karen Gillan, Michael Rooker, Lee Pace e Dave Bautista são reconhecíveis do cinema, da televisão ou do wrestling? Vamos cobrir de maquilhagem. Djimon Hounsou, Gleen Close, Benicio Del Toro e John C. Reilly já foram nomeados a Oscar? Óptimo, ainda precisava de alguns actores secundários. Na forma humana fica o menos importante do elenco. Assim seria um filme recheados de nomes sonantes, mas continuaria a ser um filme ao gosto de James Gunn. E os vários milhões gastos, seriam essencialmente nos cenários, nas explosões, na caracterização e em trabalho por computador.

O produto final foi uma enorme surpresa. Começa logo desde a primeira cena. As referências aos anos oitenta acumulam-se de forma natural. Seja pela banda sonora estrategicamente escolhida e colocada, seja pela referência a filmes de então, ou mesmo pelos planos (vi Rocketeer quando Star Lord voava com o seu fato). A história é inteligente, muito divertida - os risos são constantes - e tem semelhanças com “Star Wars”, “Firefly” e todos os outros rebeldes espaciais que aprendemos a amar há muitos anos. Por isso imediatamente apoiamos a sua batalha onde, tal como David, não importa o Golias que enfrentam pois estão a fazer o que é correcto e esão dispostos a morrer para salvar a galáxia. Claro que, como manda o livro, o inimigo deste primeiro filme tem de ser fácil. O que se segue é que deve ser temido. Tal como Drax, devemos sempre perseguir o responsável pelo actos horríveis que exterminam planetas. E no fim, como sempre, o que salvará tudo e todos será a Humanidade. Não a patética raça humana, mas aquele sentimento capaz de despoletar os mais altruístas sacrifícios. É sempre com isso que os vilões todo-poderosos não contam.

Não adianta tentar usar as palavras para explicar este produto vintage. Apesar de Gunn estar confirmado ao leme da sequela, a verdade é que está a elevar muito as expectativas. E quando chegar o momento de cruzar com os Avengers, quem ficará com o leme? Serão os terráqueos ou os inadaptados espaciais a ter a primazia? Que estilo prevalecerá? Decerto isso já estará planeado. Até lá, resta-nos desfrutar desta nova vaga que dá todo um novo rumo a um género há muito esgotado.

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