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Quantas vezes ouvimos dizer que o cinema está a tirar seguidores aos livros? Se primeiro as versões abreviadas que desviavam os leitores da obra integral, agora a moda é ver o filme para conhecer a história. Com a falta de originalidade que vigora, Hollwood tem-se socorrido cada vez mais dos livros, especialmente dos vocacionados para o público juvenil. Por vezes tão depressa que ainda o livro não foi traduzido para outras línguas e já o filme percorreu o mundo. E se o filme for mal recebido, o livro está perdido.


Ao fim de tanto tempo a tirar, era chegada a hora de dar e é isso que faz com “Journey 2”. Aqui os livros com direitos de autor caducados não foram descaradamente roubados, pelo contrário. Pode-se ter perdido muito do rigor - concordo nesse ponto - contudo é feita uma fabulosa publicidade a três livros que deviam ser de leitura obrigatória, mas que pela antiguidade faziam um jovem leitor torcer o nariz. Assistindo a “Journey 2” esses livros ganham uma aura mágica que dá vontade de partir para uma aventura, para uma descoberta, para uma leitura. Diz-se que o acto de ler transporta a mente para outros mundos, aqui essa é a mais pura verdade.

Sean continua a ser um jovem irrequieto. Ao captar uma mensagem codificada em Verne, sabe que tem uma aventura por cumprir do outro lado do mundo. O padrasto não o deixa partir sozinho e por vão os dois rumo ao desconhecido, em busca de uma ilha misteriosa da qual os velhos escritores falavam, mas nenhum geógrafo conhece. Ao chegarem lá vão ter de utilizar todos os conhecimentos científicos e literários para sobreviverem à maior aventura de sempre.
É um filme-pipoca como muitos outros (e com a agravante de ser 3D), mas isso não impede “Journey 2” de ser uma divertida experiência cinematográfica. O seu micro-elenco (vantagem de uma ilha deserta) foi bem escolhido e ao promissor Josh Hutcherson cada vez mais perto dos papéis a sério juntam-se os músculos de Dwayne Johnson, sempre pronto para este estilo de filmes; a classe de Michael Caine, num pouco fora do registo habitual e em modo overacting, mas sempre divertido; a jovem beleza das escolas de canto Disney Vanessa Hudgens e o eterno palhaço latino Luiz Guzman, que parece ter encontrado aqui a personagem perfeita. No seu conjunto fazem uma equipa disfuncional com muito irreverência e boa disposição. O filme tem tanto de mágico que a sempre presente improbabilidade é ignorada e sobra apenas a boa disposição.

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