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Entrevista com os realizadores de "Matar a Dios"

el  sexta, 13 outubro 2017 16:40 Escrito por 

uma comédia de costumes onde a religião pouco importa.

Há dois anos Jaco Van Dormael com a sua obra iconoclasta “Le Tout Nouveau Testament” recolheu as graças do público e do júri do festival de Sitges. Este ano outra obra de temática e título iconoclasta fez furor no festival. “Matar a Dios”, a quem os conhecedores do mercado auguram não ter hipóteses comerciais e ir directo para DVD, propõe-nos uma nova incursão divina ao nosso planeta com efeitos nefastos a nível pessoal e mundial.

Um casal de classe média encontra-se em plena crise de casamento quando o marido suspeita da fidelidade da mulher. Parafraseando o ditado “Deus escreve torto por linhas tortas”. Os cineastas, que colaboram há vários anos, são um professor da ESCAC e um ilustrador, trazendo visões complementares ao processo de escrita e realização. Este salto para a longa que os realizadores assumiram como necessário, veio no seguimento natural dos seus trabalhos. Admitem que fizeram uma longa, mas mantendo a filosofia das curtas. Fazendo poucos takes em cada cena, respeitando escrupulosamente o calendário e os tempos planeados (referem orgulhosamente que apenas por duas vezes terão excedido a hora de saída e por cerca de meia hora) e sem gastar dinheiro que não tinham. Esse montante era o total das suas poupanças e perfazia cerca de dez mil euros aos quais o produtor juntou mais algum, dizendo que era “mais do que pensava, mas menos do que mereciam”. É certamente uma surpresa como foi possível fazer algo tão criativo com tão poucos meios.

A escolha dos actores seguiu vários processos. Desde amigos e colaboradores de longa data, até pessoas com contratos na produtora para vários filmes que encaixavam na personagem, passando por pessoas no Facebook. Mais uma vez, graças à sua lata de curto-metragistas, falaram via redes sociais com quem precisavam, fintanto os agentes sempre que era possível. Só o papel de Deus estava reservado para Emilio Gavira, uma lenda do cinema espanhol. Para todos os outros a short list de candidatos foi sendo reduzida até terem os quatro actores ideais. Com esses apenas cinco actores no elenco principal e uma ideia interessante e inovadora que foi muito bem transportada para diálogos inteligentes e expeditos, resultou uma obra diferente e apelativa.

Quanto ao polémico título que certamente trará muitos problemas, respondem que foi necessário porque há muito poucos elementos que podem controlar na promoção do filme, e o título, sobre o qual tinham total controlo, é chamativo que chegue para que se fale do filme.

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