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Crítica a "Zombeavers"

el  terça, 02 dezembro 2014 23:10 Escrito por 

Um dos títulos mais falados do ano não correspondeu aos sonhos de muitos.

Numa época em que a criatividade faz muita falta ao cinema, qualquer filme que tenha como título uma contracção de duas palavras parece genial. Zombie beavers, castores zombies, encaixa perfeitamente nessa categoria. Sendo um óbvio produto série Z, ninguém dava nada pela qualidade ou originalidade da história, mas todos esperavam passar um bom bocado a ver castores sanguinários em perseguição de alguns jovens inconscientes.

Zombeavers” corresponde às expectativas desde o princípio. O que causa a praga é do mais comum que já se viu. Depois chegam as meninas bonitas e desiludidas com os rapazes, que querem apenas passar o fim-de-semana tranquilo numa cabana sossegada à beira do rio, longe da civilização e sem cobertura de telemóvel. Elas trazem um cão. Vários mergulhos para a água, um pouco de topless, e começam a aparecer as personagens estereotipadas como os vizinhos prestáveis, o caçador solitário, os rapazes bêbedos. Felizmente os castores também não tardam e depressa chegam os motivos para sorrir com mutilações e jogos do gato e do rato.

É verdade que estes filmes se fazem quase sozinhos. No entanto não se pode descurar alguns pontos-chave e o filme de Jordan Rubin tem muitas falhas imperdoáveis. Podemos começar por dizer que o elenco foi muito fraquinho. Rachel Melvin e Cortney Palm têm alguma experiência e ainda se vão safando, mas os restantes mereciam ser mortos depressa. Por exemplo, na primeira cena em que aparecem. As cenas de terrir foram decalcadas do que temos visto ao longo dos anos em todos os filmes onde criaturas pequeninas com dentes afiados perseguiam pessoas, desde “Braindead” até “Piranha 3DD”, e aqui nenhuma dela funciona para assustar. Depois os castores são tão assustadores como as marionetas dos primórdios de Jackson num filme desta década, mas são animatronics com aspecto de CGI, para ficarem ainda mais ridículos.

Claro que nem tudo no filme é mau. O cão tem um destino bastante feliz que ansiávamos há vários anos para ver mais vezes. Tirando isso há uma única coisa que faz com que ver o filme valha a pena e é uma pena que se tenha de esperar quase pelo final para isso. É quando as pessoas começam a ficar zombeavificadas. Só quando o ridículo se evidencia e um filme que nunca quis ser levado a sério deixa de tentar passar por filme de terror, é que se consegue apreciar o que ele tem para oferecer: humor. Já é um pouco para isso, mas os dez minutos finais aproveitam-se muito bem, em especial no que diz respeito a fechar o ciclo com que o filme foi iniciado e toda a série de bloopers que vem com os créditos.

Ver isto sozinho, acordado e à espera de algo em condições será bastante complicado. É claramente um filme para ser visto em festivais, com salas cheias de pessoas divertidas, de preferência já tarde para estarem com o cérebro entorpecido e com o apetite por emoções fortes bem saciado. Mas se tiverem como escapar a essa sessão, há umas dezenas de coisas melhores para fazer à noite.

 

Para se rirem um bocado, espreitem alguns dos posters que foram feitos para este filme. Em especial as citações escolhidas.

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