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Crítica a "The Babadook"

el  domingo, 02 novembro 2014 21:30 Escrito por 

Filme fenómeno que tem percorrido os festivais de terror de todo o mundo, pode agora ser visto em todo o país.

Jennifer Kent vem de uma família que faz cinema há cem anos. Seguindo a tradição familiar, também ela se dedicou a essa arte e a prova em como fez bem está aqui. Uma história com um mini-elenco, com um premissa muito simples e um orçamento vindo em grande parte de crowdfunding, tem dado que falar e ainda vai conquistando troféus incontestáveis um pouco por todo o mundo.

 

À semelhança de vários outros cineastas do terror, primeiro foi a curta. Chamava-se “Monster” e saiu em 2005, tendo passado pelo Imago no ano seguinte onde arrecadou o Prémio Onda Curta.

Agora chegou a longa e a temática está bastante próxima. “The Babadook” é a história de Amelia e Robbie, mãe e filho. O marido de Amelia morreu no dia do parto e sempre foram só ela e a criança. A responsabilidade acrescida de estar sozinha com a criança a seu cargo, e a permanente necessidade de atenção de Robbie que gosta de brincar com armas, sujeitam a mulher a uma enorme pressão. Quando a obcessão de Robbie com os monstros infantis começa a escalar, Amelia torna-se incapaz de lidar com isso. O filme será sobre o ponto de ruptura, quando Amelia começa a ser um livro novo de histórias infantis - o tal Babadook - e a criatura do livro adopta um diálogo violento e impróprio para crianças que vai piorando de cada vez que Amelia o tenta ignorar. O que começa por insónias, depressa vai ter impacto maiores na vida profissional e social da mãe.

 

Há três formas de assistir ao filme. Cada uma será uma experiência diferente. Podemos pensar que é um filme de terror e que o senhor Babadook é real e está a aterrorizar a família. Podemos achar que Robbie tem uma imaginação muito fértil e anda a pregar partidas à mãe. Ou podemos considerar que Amelia está louca e são os seus demónios interiores que lhes estão a infernizar a vida. Todas as perspectivas são válidas e não se pode dizer que sejam mutuamente exclusivas. Mesmo que uma se vá tornando mais provável, é possível acreditar em todas elas até ao final. E talvez a versão correcta seja uma mistura de todas.

A grande diferença entre “The Babadook” e o resto do cinema de terror que se vai fazendo está na construção do ambiente. Apesar de estar quase confinado a uma casa, o temível Babadook vai fazendo das suas em vários locais sem que as sensações do espectador sejam alteradas. A tão falada “atmosfera” está presente em todos os cenários por onde passam. Para isso muito contribui que as personagens secundárias tenham todas o mesmo perfil apático, evidenciando a dupla protagonista. A mestria está em fazê-lo sem que o filme perca qualidade com esses fantoches em cena. Mesmo sabendo partes do que vai acontecer desde muito cedo, e mesmo havendo algumas pontas soltas quando acaba, a impressão geral do filme é muito positiva por nos dar algo inédito: hora e meia de um terror refrescante, ligeiro para quem tem calo no género, mas sempre cativante, e com algum cariz social.

 

 

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