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Crítica a "Aquaman"

el  domingo, 07 abril 2019 22:00 Escrito por 

James Wan é um nome incontornável do terror, um Midas que torna em sucesso tudo o que toca, mas por vezes faz-nos surpresas noutros géneros. Depois do sucesso financeiro também na saga “Fast & Furious”, não foi de estranhar que a Warner quisesse juntar-se ao talento e trazê-lo para o seu universo cinematográfico com mais potencial financeiro e à beira do abismo.

Aquaman era o alvo de chacota de todo o universo DC. O herói ganhou um novo fôlego com a escolha de Jason Momoa para o papel, mas após a desilusão de “Justice League”, todos os filmes a solo dos heróis precisavam de ser um êxito tão grande como “Wonder Woman” tinha sido.

A premissa de “Aquaman” já era conhecida: o filho de um humano vai ter de assumir o seu papel como filho da rainha de Atlantis para evitar uma guerra entre os dois mundos. O elenco também esbanjava qualidade, Momoa estava acompanhado por Amber Heard como Mera, Willem Dafoe como Vulko, Patrick Wilson (o actor fetiche de Wan) como Orm, Nicole Kidman como Atlanna, Dolph Lundgreen como Nereus e Yahya Abdul-Mateen II como Manta. A grande dúvida é se o filme poderia fazer algo razoável.

O grande problema dos filmes de super-heróis é que a comparação entre os estúdios é inevitável. Se “Justice League” tentou repetir “Avengers” e o maior receio de “Captain Marvel” era que se colasse a “Wonder Woman” (em especial pela deslocalização temporal), o rei dos mares teve o azar de chegar um ano depois de “Black Panther”. Tal como em Wakanda, em Atlantis um estranho chega com pretensões ao trono de um mundo que não o conhece, tendo de enfrentar o familiar num combate ritual até à morte. Essa parte do filme foi um bocado complicada, e parecia ir descambar numa série de lugares comuns. A grande sorte do filme foi a sólida primeira parte, onde a deslumbrante Kidman seguida de um grande Dafoe se destacam por entre um grupo de figuras menores. Ambos estão muito fora do que se esperava deles, mas são uma lição de cinema num filme pipoca. Momoa tem um sorriso que desarma e é fisicamente surpreendente – grande escolha para o papel - mas o filme teve muito mais do que acção para reter o espectador desde o início.

A fecha o primeiro acto temos essa tal parte com os lugares comuns dos príncipes de outros mundos e então, enquanto a intriga continua debaixo de água, à superfície estamos a presenciar um filme de acção e aventuras. O segundo acto é quando todos os intervenientes posicionam as suas peças. Da mesma forma que J.A. Bayona pareceu a escolha lógica para “Jurassic World 2” por esse ser um misto de todos os filmes que nos deu antes, também em “Aquaman” esperava que a escolha de Wan significasse que teríamos alguns sustos e criaturas monstruosas. Isso chega bem mais no final. Haverá uma aventura com muitos monstros, uma guerra épica com todos os efeitos visuais para justificar os 3D, IMAX e demais artifícios, e um final fechado nuns assuntos e abertos nos outros.

Ainda que o filme desiluda pela narrativa, são mais de duas horas de entretenimento e é suficientemente fiel às histórias para os fãs não se sentirem defraudados. O herói marinho ganhou certamente novos fãs entre quem não o conhecia e deixou as pistas certas para quem o conhece imaginar o que se segue. Não está ao nível da princesa guerreira, mas a DC pode continuar assim que está bem encaminhada.

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