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Crítica a "Happy Death Day 2U"

el  sexta, 05 abril 2019 22:00 Escrito por 

Sintetizando 500 palavras em 6: é o mesmo filme, mas diferente.

 

Quando Tree (Jessica Rothe) acordou num quarto que não era o seu, não imaginava que estava presa num “Feitiço do Tempo”. O filme original foi uma nova lufada de ar fresco vinda da Blumhouse que se aproximou do slasher juvenil apostando numa final girl convicente com partes iguais de ferocidade e de beleza. Foi uma receita única que não tinha como ser repetida pelo que o anúncio de uma sequela foi um pouco confuso. Mas claro que não ia perder a oportunidade de ver o que podiam ter engendrado desta vez.

Logo na primeira cena há algum alívio. Uma cara nova! Desta vez não é sobre Tree, mas sobre Ryan, um tipo asiático qualquer. Ainda que ele pareça familiar… À medida que ele percorre os corredores da universidade que já conhecemos das inúmeras vidas de Tess vamos recordando o outro filme. E como homem, passa pela mente de forma veloz e pecaminosa que era bem preferível ver Jessica Rothe a ver tal este Phi Yu durante hora e meia. Em especial numa determinada cena memorável do título anterior. Até que esse desejo se concretiza e Tree cruza-se com Ryan. E subitamente temos o reiniciar do tempo. Só que desta vez não é apenas o destino que diz que aquela morte é errada. É a ciência. Pelos vistos o argumentista e o realizador do primeiro (que co-escreveram o segundo) são capazes de trazer uma nova visão. Pouco depois, estamos embrenhados num filme simultaneamente igual e diferente. Não se pode dizer mais sem estranhar a experiência de quem vai assistir.

Se 2017 foi um ano forte no que a acidentes temporais diz respeito e todos se esforçaram em dar algum contexto, nesta nota-se que já há uma outra desenvoltura. Ainda que seja muito recomendável rever o primeiro antes de partir para o segundo capítulo, é um filme que assume a curta distância entre os lançamentos em sala como uma vantagem e nos devolve situações e personagens como se nos lembrássemos delas. Repete ideias e situações, mas com personagens mais maduras e com um humor mais subtil. A saga evoluiu de forma rápida. Continua a colocar as velhas questões sobre o que é a vida, a morte e o que é realmente importante, mas já não precisa de artifícios para cativar a atenção. Pode ter sido por falta de ideias originais ou por ter muito conteúdo distinto a mostrar, mas o produto final é numa boa parte quase um filme díspar. No extremo oposto continua a ter mortes por acidente, mortes por serial killer de máscara, mortes por suicídio e mortes pelo bem maior. Contudo, é menos aterrorizador que o anterior.

Uma das grandes ideias novas na comédia de terror de 2017 chegou-nos em 2019 com menos de comédia e menos de terror. Tem um pouco mais de orçamento para efeitos especiais, mas é preciso encarar como um género levemente fora do espectável. Mais difícil do que fazer uma sequela quando se tem demasiadas possibilidades, só fazer uma sequela quando o filme era hermético e com final fechado. Landon conseguiu fazer um prazenteiro “Happy Death Day 2U” que eu achava impossível. Não se compara ao primeiro, mas como temos de rever o primeiro para ver o segundo pode-se aproveitar o melhor de ambos. Mas agora nada de fazer um terceiro.

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