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Crítica a "Captain Marvel"

el  quarta, 03 abril 2019 20:00 Escrito por 

Era chegado o momento crucial do Marvel Cinematic Universe. Como “Ant-Man and the Wasp” estava a decorrer de forma paralela à Infinity War, este é simultaneamente o primeiro grande filme pós-Infinity War e o último pré-Endgame. Era ainda a primeira mulher no MCU a ter um filme a solo (com muita polémica da treta à mistura) e, ainda mais importante, o primeiro pós-Stan Lee. O Universo Marvel é Stan Lee, mas os seus cameos não duram para sempre. 2019 será o último ano em que os filmes terão a sua participação.

Nos filmes Marvel o momento mais aguardado é o dos pós-créditos, mas aqui as regras mudaram. Os créditos iniciais são desde logo fulcrais para dar o tom. As cenas clássicas dos livros de quadrinhos fora manipuladas para termos muito Stan Lee, a quem é deixado um Obrigado. Um toque simpático do maior universo cinematográfico de sempre para o seu pai fundador.

Logo depois começa o filme e entramos num modo onírico. A protagonista está a ter um sonho estranho com uma mulher que desconhece. Daí passa para a sala de treinos Kree onde vemos os seus dotes e depois é chamada ao “director” por ser demasiado impulsiva. Está a personagem definida: traumatizada, poderosa, incontrolável. Pouco depois partimos com ela e a sua equipa numa missão espacial de regate. Os inimigos Skrull podem ter capturado um agente. E assim começa a parte interessante do filme.

Tendo lugar no que este planeta conhece como “anos 90”, “Captain Marvel” soube imitar o que de melhor se tem feito dentro do género. Não se colou a “Wonder Woman” como se poderia esperar – é um filme completamente Marvel – mas dentro do que é Marvel sabia o que fazer. “Thor: Ragnarok” trouxe-nos um herói a descobrir a sua verdadeira identidade e o seu poder completo, numa história divertida onde as mortes e a destruição estão no limiar de perder significado. Isso aqui está tudo presente. Da mesma forma que “Guardians of the Galaxy” foi uma space opera alegre, descomplexada e divertida dedicada aos anos 80, aqui mergulhamos nos 90 com igual emoção. Muitos dos espectadores-alvo ainda se lembrarão dessa década com alguma nostalgia e juntando o recurso às lojas entretanto extintas, às músicas viciantes de outrora e aos telefones e Internet, temos um novo pacote de sucesso. Mesmo o novo Fury, no registo mais cómico e carinhoso que alguma vez vimos nesta dezena de filmes, é prova de uma lição bem aprendida. Por falar nele, ainda que o jovem Coulson de Clark Gregg pareça falso, o rejuvenescimento de Jackson está impecável e aguenta o filme todo.

Quanto a Danvers, é o que esperávamos que fosse. Ignorando as polémicas online, as entrevistas infelizes e as declarações nem sempre verdadeiras que foram sendo lançadas, Larson assume a personagem como sua. Tem várias camadas que vai revelando aos poucos, tem valores com que nos podemos identificar e é um exemplo a seguir por homens ou mulheres. Danvers vai ser uma adição interessante à equipa, mas espero que, devido ao nível do seu poder, a utilizem de forma esporádica como fizeram tão bem com Thor.

Sem entrar muito em território de spoilers, os transmorfos Skrull e o flashback que liberta os poderes da Capitã são típicos exemplos da minha FC favorita da era dourada do género. Nada é melhor para o ego do que ver que humanidade é uma espécie lixada e quem se mete com eles vai ter problemas. Pode ser completamente falso, mas sabe bem.

Não sendo um filme essencial do MCU, é um filme fácil de ver e bem-disposto. É um dos melhores filmes de origem da Marvel que surpreendentemente acabou por ficar muito bem ligado ao universo. Sem a primeira cena pós-créditos, “Captain Marvel” funciona sozinho como não víamos desde “Doctor Strange” (e antes desse, teríamos de recuar aos filmes de origem de Stark, Rogers ou Odinson). Com esse extra, é dos melhores teasers de Endgame. Ainda faltam 3 semanas….

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