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Crítica a "Halloween" (2018)

el  quarta, 17 outubro 2018 09:00 Escrito por 

Halloween 2018 – o papão está de volta.

 

John Carpenter deu-nos um legado enorme, com especial foco no terror, mas para grande parte do público conhecê-lo simplesmente como o autor do primeiro Halloween é suficiente. Essa saga tão marcante teve vários infortúnios ao longo dos anos, com sequelas desconectadas entre si. Quando saiu H20 (sim, já passaram 20 anos) esperou-se que fosse ao sítio, mas ainda não foi dessa. Depois saiu um remake e afundou. No quadragésimo aniversário Jamie Lee Curtis regressa ao seu icónico papel e Haluk Bilginer é “o novo Dr. Loomis”, com Will Patton como agente Hawkins, o homem que impediu Loomis de matar Michael. Mais uma vez, esqueçam os filmes anteriores. Nesta história Laurie tem uma filha, Karen (Judy Green), e uma neta, Allyson (Andi Matichak). Laurie é uma vítima atormentada pelo passado e passou os últimos quarenta anos a preparar-se para o reencontro. Karen foi treinada toda a infância para algo que não acredita que irá acontecer e odeia a mãe por isso. Allyson não foi treinada e adora a avó reclusa. Meyers quer matar todas elas e é indiferente a terem treino ou não.

Nota-se que Curtis está de regresso a casa. Não é a primeira vez que volta a ser uma Strode, mas é a primeira vez em que sai do perfil de final girl para fazer uma exploração real do impacto dos assassinatos nos sobreviventes. Tem uma performance surpreendente, das suas melhores em muitos anos. Greer não foge muito do que tem sido o seu habitual e Matichak é a típica vítima adolescente. Bilginer acaba por ser uma surpresa. A personagem que dá continuidade a Loomis também cresceu à sombra do caso Meyers e tem a certeza de ser o maior especialista no tema e que ele no hospital psiquiátrico está controlado. Ver o assassino em acção é tanto o seu sonho como um pesadelo para todos.

A chegada de David Gordon Green (Pineapple Express, Your Highness, Joe, Stronger) à saga pode parecer um pouco estranha. Não é um habitual no terror e haveria realizadores com muitos mais créditos para este aniversário especial de Meyers. Mas de forma surpreendente acaba por ser dos melhores filmes da saga, não apostando tanto no gore típico do slasher, mas no bom velho medo. E ainda que várias gerações conheçam Michael, esta introdução basta para o apresentar a todo um novo público. O mal em estado puro que usa uma máscara de William Shatner, está de volta em todo o seu esplendor. Mais uma vez no meio de uma séries de doentes mentais a deambular. Muito curiosa é a sua progressão na escolha das armas. Como que inspirado num vídeo-jogo, a faca vai crescendo à medida que elimina os alvos mais fracos. O grande prémio que é a maninha tem artilharia à espera dele e é importante fazer uma boa preparação para recuperar a memória de como se esventra pessoas.

Halloween 40, 2018 ou como quiserem chamar, é mais uma sequela inútil e de final aberto, que nos permite passar bons momentos e recordar como o tempo passa depressa. Facilmente supera as antecessoras, mas ainda está muito assente na nostalgia. Precisava de mais do que Jamie Lee Curtis para nos dar algo que fosse além do slasher. Vendo apenas como slasher, cumpre perfeitamente o que se exigia.

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