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Crítica a "The Spy Who Dumped Me"

el  quarta, 12 setembro 2018 10:00 Escrito por 

Para descansar do terror que vem sendo publicado todos os dias, aqui está um texto sobre uma comédia.

Sendo os filmes de espionagem, quase todos iguais, é bom ver que o género começa a brinca com ele próprio. Tivemos um muito competente "The Man From UNCLE" há pouco tempo, a saga Kingsman (1,2) continua a ser uma referência e este ano não só temos o regresso de Johnny English, como uma incursão americana no potencial cómico do tema. "The Spy Who Dumped Me" é um título com tanto de nostálgico como de hilariante e auto-explicativo.

Mila Kunis é Audrey, uma jovem a festejar o trigésimo aniversário. A data é triste porque foi no aniversário anterior que conheceu o namorado, Drew (Justin Theroux), e ele entretanto acabou com ela por mensagem. Morgan (Kate McKinnon), a melhor amiga, convence-a a deixar o passado para trás e a queimar tudo o que ela ainda tem desse ser desprezível que a desrespeitou e ignorou. Ao saber disso, Drew telefona. Está a ser perseguido por homens armados. Ele pede que ela não queime nada até ao dia seguinte. Audrey e Morgan acabaram de se envolver numa missão internacional de espionagem.

Este filme tem tido um efeito polar. Ser a imagem de referência no IMDb para os blockbusters deste Verão, faria pensar que fosse um sucesso comercial. Os números dizem o contrário e ao fim de mais de um mês nas salas ainda está a dar prejuízo. Isso faz com que se queira ver, mas se tenha receio. Por outro lado Kunis estar de volta aos papéis de jovem sensual, depois de ter passado por alguns papéis de mãe, faz-nos sentir mais novos. E McKinnon, com o seu constante overacting no limiar da loucura, costuma ser o suficiente para arruinar um filme. Ia ser um risco, mas a única forma de saber era vendo.

A audiência da sala era maioritariamente feminina e a abertura faz confirmar os piores receios. Drew é um espião como todos os outros. Audrey é uma Mila Kunis apagada. Morgan é a Kate McKinnon que vemos semanalmente. Só que Drew é atirado para canto muito depressa. Morgan é uma personagem com mais camadas do que se esperava, e Morgan é o seu oposto pelo que combinam muito bem. E toda a panóplia de agentes que surgem, como a dupla do MI6 Sebastian - interpretado pelo promissor Sam Heughan - e o seu colega e alívio cómico Duffer (Hasan Minhaj) vão dar muita animação à história. A epopeia europeia visita várias capitais como Viena, Praga e Berlim - tem uma gigantesca falha relativa ao Schengen! – dando sempre muito humor. Utiliza cenas clássicas como os tiroteios a alta velocidade, os documentos secretos que não podem cair nas mãos erradas e os agentes duplos, mas tem sempre um toque de originalidade e aselhice que torna este filme suficientemente diferente para ser refrescante.

Uma curiosidade é que este filme com todas as viagens e estrelas e camadas, veio de uma dupla da televisão. A realizadora e co-argumentista Susanna Fogel está a trabalhar na sua quinta série e este foi apenas o seu segundo filme. O outro argumentista David Iserson deu-nos vários episódios de "SNL" e "United States of Tara", e episódios isolados de "New Girl", "Mad Men" e "Mr. Robot". Nota-se alguma influência da televisão no formato, com actos bem definidos que se dividem como episódios. O humor foi bem escrito e melhor interpretado. Lembraram-se de um falso cameo inteligente e, apesar de o item secreto ser uma anedota, no geral é uma boa história. Em especial por ter a inteligência para fazer sátira sobre os turistas americanos na Europa. E como é óbvio, a equipa Audrey-Morgan tem muito potencial e gostaria de as ver em mais aventuras.

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