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Crítica a "Jumanji: Welcome to the Jungle"

el  segunda, 27 agosto 2018 07:00 Escrito por 

Quando o jogo joga o jogador.

Se há coisa que Hollywood não percebe é que não pode estar constantemente a resgatar filmes que estão nos melhores locais das nossas memórias para os refazer, desfazer, “completar” ou o que decidirem fazer para maximizar lucros sem terem ideias novas. Regressarem à selva de "Jumanji" numa era em que os jogos de tabuleiro começam a ser esquecidos, além de inútil, era arriscado. Particularmente tão próximo da morte do gigante da sétima arte que nos deu esse filme inesquecível. Ouvir a mera ideia de se fazer um outro "Jumanji" causou alergias a muita gente. Eu incluído. Demoraram vários anos na fase de escrita o que é sempre sinal de uma falta de ideias assustadora. Quando ficou pronto, faltava a parte mais complicada. Convencer duas gerações a verem o filme. Afinal, entre as principais revisitas anteriores a este filme, “Ghostbusters” foi muito maltratado, "Baywatch" ignorado e "The Mummy" insultado. Para combater esse obstáculo, quiseram distanciar-se da conceito remake e do primeiro filme ao máximo. A promoção apostou num elenco maior, mais adulto e deram a entender que era mais uma sequela do que um remake. O que é uma treta porque "Jumanji" era um capítulo isolado e fazer uma sequela ou um novo capítulo podia ser exactamente igual. Surpreendentemente ao ver este filme a sensação foi de ser algo diferente. Puro filme pipoca, mas que se vê bem. E as referências foram realmente mantidas ao mínimo. Tanto que podiam ter mudado o título e nem se daria conta. A breve referência a Alan Parrish passaria por uma homenagem.

Jumanji é agora um jogo de computador. Os seus jogadores são um grupo de jovens delinquentes retidos no castigo num dia de escola. Enquanto fazem arrumações descobrem uma velha consola. Escolhem os seus alter-egos e são sugados para o jogo. Lá irão descobrir da pior maneira conceitos como vidas e power ups, e vão perceber as vantagens e desvantagens de cada personagem. Tudo isso, enquanto tentam cumprir a missão que lhes foi confiada para o destino de sobreviver presos no jogo, vencer e sair, ou simplesmente morrer.

Todos os anos temos vários filmes com The Rock a fazer dele mesmo. Este não é excepção e o simples facto de poder ser uma personagem computadorizada dá-lhe liberdade para ser a caricatura do seu habitual desempenho e atributos exagerados. Karen Gillian foge ao seu mais recente perfil dramático, voltando ao humor num papel tão sensual como físico. Jack Black e Kevin Hart são sempre eles mesmos, mas essa divisão dá algum equilíbrio ao filme que não se centra num único nome. São guiados por um divertido Rhys Darcy, ajudados por Nick Jonas e atacados Bobby Cannavale como o obrigatório explorador-caçador inimigo. Visualmente justifica o dinheiro com cenários selvagens e civilizacionais variados e povoados com uma fauna tão rica como perigosa. A narrativa é a típica de um filme de acção, mas pelas regras de um vídeo-jogo. As personagens com atributos físicos ou intelectuais de super-herói, mas uma mentalidade de adolescente são refrescantes. O filme vai percorrendo os níveis do jogo sem grandes percalços e quando termina, dá desejo de ver a continuação. Talvez já não em tabuleiro ou consola, mas no que estava destinado a ser: um jogo online multi-jogador.

Pelo dinheiro que fez é garantido que terá uma sequela. E a parte divertida é que, ao contrário do anterior que era inovador, ousado e o grande exemplo de jogar fora da caixa, este pode-se esquecer num instante.

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