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Crítica a "The Secret Life of Pets"

el  domingo, 19 agosto 2018 12:00 Escrito por 

Porque passar o dia fechado em casa não é agradável.

O negócio da animação tem vindo a florescer. A união de Disney e Pixar, pareceu determinar um monopólio, agora acentuado com a Fox (Ice Age, Rio, Ferdinand). Mas a concorrência está controlada pela Universal que distribuiu filmes da Dreamworks, Laika e Illumination. Se os dois primeiros dispensam palavras, a Illumination é daquelas one-hit-wonders que descobriu em “Despicable Me” o seu filão. Afinal, esse pequeno universo cinematográfico de quatro filmes representa metade do catálogo dos estúdios, 51% do orçamento e 64% das receitas. O outro grande título da Illumination que se aproximou foi “The Secret Life of Pets”.

Indicado pelos especialistas como um dos filmes mais importantes do ano no que diz respeito ao marketing pré-lançamento (foi o ano de “Deadpool”), foi o primeiro filme a atingir os cem milhões de dólares nos EUA no fim-de-semana de lançamento, que não era adaptação/sequela de material existente. Qual é então o segredo? Por acaso foi um truque feito pela Warner no mesmo ano para “Storks”. O trailer mostra as personagens, mas não a história. Convence a miudagem a ver personagens divertidas e loucas, mas não lhes estraga a surpresa. Obriga a ver o filme para saberem o que se vai passar. É uma boa estratégia quando a história não pode ser contada sem revelar demasiado (tudo) que imensos outros filmes deviam fazer.

Esta história é semelhante a muitas outras que já vimos. O animal de estimação fica ciumento quando chega um novo animal a casa. Convencidos que só há espaço para um, engalfinham-se, acabam por ficar ambos perdidos e procuram voltar para casa. A diferença é que pelo caminho descobrem um grupo de animais vingativos que querem declarar guerra aos humanos por terem sido abandonados/maltratados. Cães, gatos e pássaros, terão uma missão fulcral para manter o status quo das taças cheias.

É preciso dar a mão à palmatória. Depois de “Toy Story” o conceito “o que eles fazem depois de sairmos” não podia ser muito esticado sem parecer ridículo. Os animais eram o passo lógico. “The Seret Life of Pets” consegue criar personagens fofas e simpáticas. Familiares, mas não demasiado comuns. A animação de animais exóticos em “Rio” deu-lhes um rico catálogo de criaturas e movimentos que podiam explorar. A narrativa acaba por não ser surpreendente (basta recuar até “Cats & Dogs”), mas isso é frequente em filmes para crianças. O público infantil fica satisfeito com pouco e como tem muito humor, o visionamento dos graúdos não é sofrível. Fica ainda uma nota para as referências a outros títulos da Illumination que vão tendo cameos e disfarces ao longo de todo o filme. No geral é um filme tecnicamente competente, com uma história vulgar muito bem aproveitada e que soube focar-se nos seus pontos fortes para a campanha. Não é memorável, mas permite passar uns bons momentos.

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