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Crítica a "Kingsman: The Golden Circle"

el  sexta, 20 outubro 2017 12:30 Escrito por 

Levando a aventura para o mundo.

As regras implícitas das sequelas americanas dizem que o segundo capítulo se deve passar na Europa, de preferência Paris ou Londres. Não é por isso de estranhar que uma saga muito europeia tenha decidido retribuir e tenha movido a trama de Londres para o Kentucky. Pode não ser o destino mais interessante, mas isso é compensado pelo resto da aventura. Esta segunda fase das missões dos Kingsman percorre o globo como as velhas missões de James Bond, em especial aquelas de colaboração entre MI5 e CIA, aqui substituídas pelas agências realmente secretas Kingsman e Statesman, sociedades irmãs que se desconheciam mutuamente. A propósito de regressos ao passado, a vilã de serviço tem vários problemas mentais, mas um deles é o fascínio pelos anos 50 que decoram o seu esconderijo de forma exuberante.

Depois de “Kingsman: The Secret Service” nos recordar dos problemas advindos da tecnologia e como quem controla os telemóveis controla os indivíduos, Matthew Vaughn está de regresso na sua primeira sequela (e a terceira parte está confirmada). A nova aventura de Galahad e Merlin é contra uma vilã que controla o maior consumível do mundo: as drogas. Apaixonada pelo retro e pela robótica, que financia com os seus fundos ilimitados, Poppy (Julianne Moore) é tão louca como Valentine na primeira aventura. Não tem qualquer interesse pelos outros, não dá significado à vida dos seus lacaios e tem um certo fascínio doentio pelo ouro. Sim, até aí é Bond. As dificuldades de Eggie são acrescidas pois mais uma vez perde toda a estrutura de apoio e tem de recorrer ao plano Z, que envolve beber whisky e descobrir aliados inesperados.

Depois de “Baby Driver”, é surpreendente constatar que também aqui a banda sonora de Taron Egerton (protagonista de ambos os filmes) é fundamental, ainda que bastante mais ligeira e pop. Isso ajusta-se ao filme pois, ainda que toque em temas sérios, tem um lado cómico evidente. É, mais uma vez, uma mistura de acção, aventura, romance e bons valores. No geral é tudo o que se pode pedir a um filme com o propósito de entreter. Claro que continua a ser um filme pouco amigo dos animais (pobres cães) e há muita destruição em momentos Michael Bay, mas o importante é não ser capa de jornal.

No elenco é curioso como Mark Strong revertou completamente a imagem de vilão que granjeou nos últimos anos, em especial no género da espionagem com Brinsby e Kingsman. Tem um grande momento musical de aplaudir. Colin Firth tem alguns momentos, mas não convence como dantes. Egerton aguenta bem o filme entre diálogos e cenas físicas, e as três estrelas americanas cumprem exactamente o que se esperaria delas. Pedro Pascal (de "Narcos" e "The Great Wall") surpreende como protagonista, mas não está mal. À falta de uma palavra mais adequada, os Statesmen são uma organização engraçada, com os seus nomes e recursos, e há muito material para spinoffs. Uma nota ainda para a co-argumentista Jane Goldman que nos tem dado filmes muito divertidos e variados nos últimos anos, entre Miss Peregrine, Limehouse Golem e brevemente algo no universo de Game of Thrones.

A história podia perfeitamente acabar por aqui, mas veremos o que o futuro nos reserva para a terceira aventura.

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