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Crítica a "Guardians of the Galaxy Vol. 2"

el  quinta, 27 abril 2017 17:00 Escrito por 

A maioria da Europa teve direito a “Guardians of the Galaxy Vol. 2” uma semana antes dos espectadores nos EUA. Portugal pertence ao lote de países com estreias à Quinta-feira por isso ganhamos por um dia a muitos.

Nesta nova aventura que vem no seguimento de “Guardians of the Galaxy”, filme sensação de 2014, a equipa vai enfrentar novos inimigos, fazer novos amigos e viver aventuras inacreditáveis para, mais uma vez, salvarem a galáxia.

Tudo começa quando os Guardiães são contratados por uma raça dourada para protegerem umas baterias inovadoras de uma criatura trans-dimensional. O que parecia uma missão relativamente fácil, vai despoletar várias situações que culminam no encontro de Peter Quill com o pai há muito desaparecido. Claro que tal reencontro não pode ser feliz quando se provocou/enganou/roubou tantos povos e todos eles se querem vingar.

James Gunn no primeiro filme pegou em heróis relativamente desconhecidos, músicas incontornáveis de uma outra época e actores de enorme fama para nos dar um misto de comédia, drama, musical, filme de guerra e, claro, ficção-científica. Um produto fora do convencional e capaz de agradar a todos os públicos, ou de os fazer fugir. A receita imprevisível funcionou e restava a velha questão dos estúdios: podemos fazer mais dinheiro com isto? Três anos volvidos e estando o universo Marvel em ebulição com praticamente todas as cartas em cima da mesa, os Guardiões voltaram para uma aventura solitária. Este Volume 2 é completamente desligado do resto do Universo, não sendo mais um degrau na subida para a ansiada Infinity War. Nem sequer aparece Thanos. O que temos aqui é uma enorme vontade de mostrar personagens, tanto apresentar novas caras como revelar o que lhes vai na mente e na alma. Sabemos que esta equipa é muito boa nas relações pessoais e portanto vamos ver como os inimigos se tornam amigos e vice-versa. Haverá algumas surpresas para quem não segue os comics, outras para quem os segue, e outras para toda a gente.

Os sentimentos vão continuar misturados e se a abertura é uma comédia com o baby Groot (começa com o melhor ecrã de título em muito tempo) depressa passa por todos os géneros, incluindo um massacre e uma ou outra lágrima derramada. A banda sonora não é tão icónica como a do primeiro filme, mas a forma descarada como surge em cenas onde era complicado explicar a entrada da música mostra que nada foi deixado ao acaso. Visualmente há um pouco de tudo e a explosão de cores que foi a campanha promocional está presente em tela. O filme suplica desde o ecrã de título para ser visto em 3D, em IMAX, no que seja, mas bem grande e colorido.

Em suma, é um digno sucessor do primeiro filme, é uma surpresa em muitos aspectos, Groot funciona sempre como comédia por muito despropositado que isso seja, e consegue transmitir todo o género de sentimentos. Grandes interpretações, em especial Dave Bautista que tem sempre a palavra errada como Drax, e um fabuloso diálogo entre Yondu (Michael Rooker) e Rocket (Bradley Cooper) que nos faz questionar se há categorias para vozes em filmes de imagem real nos prémios anuais. Os outros heróis podem lutar juntos por uma causa ou um símbolo, mas os Guardiões levam a sério o facto de serem a mais disfuncional família do Universo.

E não se esqueçam que há cinco cenas pós-créditos.

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