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Crítica a "The Final Girls"

el  domingo, 18 outubro 2015 09:45 Escrito por 

O slasher visto de dentro.

Uma carta de amor. É isso o que em grande parte é The Final Girls. Uma carta de amor feita por fãs e para fãs do slasher oitenteiro mais simples e divertido da época. Nada a ver com Final Girl, filme recente e bastante inferior a este e onde podemos ver Abigail Breslin. Quem brilha com luz própria neste é Taissa Farmiga, mas dela falaremos mais à frente.

Um grupo de amigos são absorvidos pelo ecrã de cinema para se materializarem no interior de uma película de terror de culto dos oitenta, onde se converterão em vítimas do psychokiller de serviço.

Atrás desta psicotrópica trama esconde-se um dos melhores filmes do festival, ainda que claro, os puristas já se encarregaram de me tentarem contrariar.

Nos últimos anos muitos foram os filmes que tentaram reinvocar o injustamente esquecido body count, veja-se por exemplo a genial trilogia de Hatchet ou Lost After Dark, projectada na última edição do festival Nocturna de Madrid. O que The Final Girls oferece é praticamente o mesmo mas potenciado, sobretudo pelo aliciante do metacinema, onde o filme vai mais além e translada os seus protagonistas para o interior de um Sexta-Feira 13 imaginário deixando a descoberto uma sentida homenagem a este tipo de filmes onde se respeita cada uma das pautas a seguir; desde a trama simplista mas efectiva até às suas personagens. O outro saco de filmes onde se poderia englobar é o das auto-paródias, porque se algo de bom se pode dizer é que sabe rir-se de si mesmo e até muito bem, tal como filmes que tentavam desmontar o género levando os tópicos e os estereótipos até limites insuspeitados tais como Tucker & Dale vs. Evil, Scream 4 ou inclusivamente a louca mas brutal Cabin in the Woods,mas também outras fitas que se afastavam do terror como a mítica O Último Grande Herói.

Entre flashbacks, gags inteligentes, sequências que roçam o naif e uma banda sonora que as próprias personagens escutam e que indica a presença do assassino, desenvolve-se com perfeição uma película que os adoradores do terror oitenteiro não poderão esquecer jamais e onde se remarca, como muito evidencia o título, a figura da Final Girl, a rapariga que sobrevive ao horror e acaba com o killer. Neste caso, a bela Taissa Farmiga, a única personagem que não parece sacada de uma caixa de campânulas e a única que traz um grau sanidade ao filme, já que o resto são todos carne para canhão para um assassino que bem poderia ser a versão greco-romana de Jason Voorhees.

Algo que chama muito à atenção é a fotografia, colorida e viva especialmente quando se filmam belas paisagens dos arredores de acampamentos made in USA onde predominam os púrpuras e fúcsias.

Um filme para delirar. Uma das películas mais entretidas, divertidas e prazenteiras dos últimos tempos, onde talvez simplesmente se sinta saudades de um pouco mais de gore.

De visionamento obrigatório.

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