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Crítica a "Cub"/"Welp"

el  domingo, 13 setembro 2015 16:30 Escrito por 

um acampamento nunca foi menos chamativo.

De acordo com o cinema, um dos primeiros contactos que os mais novos tinham com o terror, era naquelas noites de campismo em que se partilham histórias de arrepiar sobre fantasmas e outras criaturas da noite que habitam esse mesmo bosque. Hoje em dia há muitas outras fontes de medo e os acampamentos não são assim tão especiais, mas continuam a ser um local propício para pregar uns sustos, em especial quando só há miúdos.
Em “Cub” um grupo belga de escutas parte para um acampamento em França. Os seus monitores não só incentivam as histórias de terror, como são os principais fomentadores, esperando que isso não só torne os seus pupilos mais atentos, como mais prudentes. Além disso, é sempre mais divertido ir para um território possivelmente assombrado do que para um qualquer lugarejo deserto. À medida que as coisas vão desaparecendo e os “acidentes” acontecem, cada vez é mais urgente descobrir o que se passa e quem está a fazer aquilo. O problema é que ninguém acredita em Sam que repete constantemente que o temido Kai é real e os observa…


Gosto de filmes infanto-juvenis de aventura e terror. Desde o incontornável “The Goonies” até a saga alemã “Vorstadtkrokodile”, passando por coisas tão variadas como as sagas Harry Potter e St. Trinian’s, poucas coisas são tão animadoras como passar hora e meia a acreditar que miúdos corajosos conseguem derrotar os vilões e salvar o dia desde que trabalhem em equipa. Ultimamente isso não tem corrido muito bem, como no francês “Aux Yeux des Vivants” em que as crianças eram um engodo e estávamos perante um filme de terror para adultos. “Cub”/”Welp” vai pelo mesmo caminho. Podemos acreditar por muito tempo que é apenas um filme infantil com um bocadinho de terror, mas depressa vamos perceber que, por muito ligeiro que seja, não é para crianças. Aqui há mortes. O filme fica um pouco perdido entre os dois mundos – ser para crianças e para adultos – e além de não recomendado para crianças (na Europa as classificações variam entre Maiores de 14 e Maiores de 18), não agradará completamente aos adultos. Tem armadilhas engenhosas, tem muita violência, tem sangue e nudismo, tem personagens interessantes, incluindo um vilão perigoso, e tecnicamente está bem feito. Coisas divertidas como o ódio franco-belga são um bom toque, mas o filme teria mais a ganhar se fizesse o trabalho de casa bem e fosse igualmente credível no resto. Precisava de melhores consultores pois: os supervisores são pouco credíveis de tanta asneira que fazem (incluindo levar um cão agressivo com crianças) e pelo comportamento que demonstram; o judoca não segue as recomendações da arte marcial; o antagonista principal tão depressa é um génio como muito estúpido e há várias coisas mal explicadas na história de fundo que parece um simples remendo.


Com um início muito promissor de filme infantil, “Cub” descamba no medíocre filme de terror com muitos clichés. Parece ter sido uma oportunidade perdida em ambos os territórios.

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