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Crítica a "Howl"

el  sexta, 11 setembro 2015 12:00 Escrito por 

os lobisomens estão de volta.

Este século foi extremamente rico em filmes de terror (ainda que muitos não assustem pelos motivos certos) com as mais variadas temáticas. Os lobisomens não foram excepção e desde a saga “Underworld” ao remake de “The Wolfman”, passando por “Harry Potter”, “Van Helsing”, “Hotel Transylvania” as séries “Being Human”, “Teen Wolf” e tudo mais que se possam lembrar, são um monstro sempre presente. E poucos filmes nos agarram. Tivemos uma época dourada com “The Howling” e “An American Werewolf…”, mas os últimos anos pareciam desprovidos de títulos fortes. Esta década “Late Phases” e “Wolfcop” são dos poucos que se aproveitam.


Pois do mesmo país que nos deu há treze anos “Dog Soldiers” (filme que revelou Neil Marshall), chega agora “Howl” por um surpreendentemente desconhecido Paul Hyett. Mesmo sendo um estranho como realizador, Hyett é um conceituado artista da caracterização, tendo estado envolvido em “Dog Soldiers” e outros títulos de Neil Marshall, “Eden Lake” e “The Woman in Black” de James Watkins, “Citadel” de Ciarán Foy, “Heartless” de Philip Ridley e a série “Da Vinci’s Demons” entre várias dezenas de títulos. Conhece o fantástico e conhece o terror. Quem trabalhou com ele repete. E quem viu o seu primeiro filme realizado – o thriller “The Seasoning House” que também escreveu – sabe que ele não se importa de fazer as personagens e os espectadores sofrerem. Este seu segundo trabalho, “Howl”, foi feito num registo bem diferente do anterior (agora o argumento não é de Hyett). É um filme de fantasia com momentos de comédia. Permite ao espectador respirar durante os momentos de terror, e não se importa de sacrificar o susto fácil, as ideias pré-concebidas e o possível twist para manter altos níveis de tensão.
A ideia surgiu ao argumentista quando o comboio onde seguia avariou a meio da noite no meio de nenhures com muita gente insuportável dentro. Ele pensou “o que pode ser pior do que isto?” e a resposta óbvia veio-lhe logo à cabeça. Zombies? Vampiros? Não, lobisomens, uma criatura muito mais credível para os bosques ingleses. Assim nasceu um filme sobre um comboio que parte na última viagem do dia e fica retido numa floresta com uma dúzia de pessoas no seu interior. Cada um com a sua história. Cada um com os seus motivos para estar ali. Cada um uma possível refeição da criatura que os espera. E essa criatura que nos vai sendo mostrada aos poucos, e com uma origem plausível, é o que distingue “Howl” do que temos visto ultimamente. Os bons filmes não são os que seguem as regras com exactidão, mas os que se baseiam nelas para nos darem algo diferente e único. “Howl” explora um pouco esse caminho, nunca deixando de ser um filme sobre pessoas, e permitindo aos espectadores verem-no como uma sátira social ou terror ligeiro. O forte do filme não é o gore puro, mas como as várias personagens conseguem ter conflitos (agravados exponencialmente pela perigosa situação) que os colocam em maior risco do que o animal.


Quem desejar ver um filme sobre tudo o que a humanidade e a sociedade têm de mau - condimentado com algumas presas e garras - tem de dar uma oportunidade a “Howl”. Não chega ao nível de “The Seasoning House”, mas dentro do seu género é uma rara oportunidade para ver algo diferente. A sessão no MOTELx foi animada, mas fez pensar que não seria um filme para ver em cinema. Será melhor apreciado se visto sozinho numa noite escura. E se não for pedir muito, num comboio deserto que avance solitário pelas trevas…

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