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Crítica a "Kingsman: The Secret Service"

el  quarta, 22 abril 2015 21:00 Escrito por 

Para lutar pelos que não podem.

Estamos acostumados a que James Bond seja o arquétipo do espião inglês. Com o passar dos tempos a imagem clássica foi-se desvanecendo e agora não é tanto um galã com jeito para salvar o mundo, é um durão de filmes de acção que por vezes tem charme. Para muitos essa modernização terá funcionado e era necessária, para outros o antigo é que era bom. Pois agora podemos ver em tela agentes de charme graças a um nome que vos será familiar, Mark Millar (que revitalizou X-Men, Fantastic Four, Spider-Man e criou a Civil War que ansiamos para ver no cinema, além de ter definido o Marvel Cinematic Universe), que com Dave Gibbons criou o "Secret Service". Esta nova elite chegou ao cinema pelas mãos extremamente talentosas de Matthew Vaughn que é um mestre no que diz respeito a transportar novelas gráficas para o grande ecrã. Vaughn tomou imensas liberdades criativas, mas manteve o fundamental. Uma Távola Redonda dos tempos modernos.
Em "Kingsman: The Secret Service" tudo começou com a guerra. A devastação causada não afectou as grandes fortunas britânicas, mas roubou-lhes os filhos e herdeiros. Por isso, as famílias mais nobres, dignas e milionárias decidiram investir o seu dinheiro em algo que garantisse a paz. Criaram um serviço secreto à escala planetária, que não responde a governos ou indivíduos. Esse grupo de cavalheiros é regido por um código de honra à velha moda e é completamente secreto pois ninguém fora do grupo sabe que existem. Quando surge um inimigo tão poderoso como eles, terão de confiar no mais recente agente para salvarem o mundo. Um agente que ainda não foi treinado. Que ainda não foi escolhido.
Quando se fala de cavalheiros com classe, alguns nomes surgem espontaneamente. Colin Firth será um deles. Michael Caine. Mark Strong. Não seria difícil fazer uma bela lista, mas para já estes servem. Será sob a orientação de Firth que ficamos a saber o que é ser um cavalheiro e o que é ser um agente secreto. Os dois conceitos são muito semelhantes: ser discreto, ajudar quem precisa, ignorar quem é indelicado, ser interessante e interessado. Os kingsman são uma classe de homens à parte. No filme não se nota a diferença entre classes no Reino Unido, mas ela é bem conhecida pelos excelentes dramas sociais que nos chegam desse território.
O elenco com imensa categoria dá uma dimensão palpável a personagens invulgares que facilmente cairiam no ridículo. Em especial o vilão de Samuel Jackson que não funcionaria com qualquer um de tão surreal que é.

Dizer como Mark Strong que Vaughn com "Kingsman" fez aos filmes de espiões o que fez aos de super-heróis com "Kick-Ass" pode ser um exagero. Mas é verdade que ele não se manteve na saga X-Men para poder fazer este projecto diferente e aplaudimos essa escolha. Trás um produto fresco, que sabe a concorrência que tem e a época em que está - fantástica cena sobre o nome do cão - mas nunca esquece as suas raízes e a sua missão. Se não fosse tão bom entretenimento, teria sido uma excelente lição de vida para recordar. Como é tão fácil de ver, também é fácil não levar a sério. Felizmente pode ser visto várias vezes sem fastidiar.

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