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Crítica a "Dave Made a Maze"

el  Wednesday, 06 September 2017 22:00 Written by 

Dave Construiu um Labirinto” será dos títulos menos apelativos que já se viu. Em especial para um filme de terror. Pior: é um filme com momentos em animação! Será isto terror para crianças? Não, é para gente crescida. Em especial para quem sente que nunca consegue fazer nada do início ao fim e que é insignificante.

Esta é a história de um indivíduo que, sentindo-se um inútil, decidiu começar uma coisa e levá-la até ao fim. Para isso construiu um labirinto em cartão na própria sala, e por incrível que pareça, perdeu-se lá dentro. O problema não é dele. É que o labirinto construído em três dias, sobre a alcatifa, em quatro metros quadrados de sala com caixas de frigoríficos e pianos, é bem mais espaçoso por dentro. E prova disso é que a equipa de salvamento reunida pela namorada de Dave, incluindo uma equipa de filmagem que vai documentar o processo, também se perde nesse mundo de cartão. Serão capazes de encontrar o arquitecto amador? Conseguirá ele terminar o labirinto antes de ser arrastado para fora? Irão sobreviver à experiência ou estarão condenados a perecerem entre os cortes de papel e as armadilhas do labirinto?

Como se pode depreender por esta sinopse, é uma comédia do absurdo. O terror acaba por ser quase circunstancial, ainda que o sangue esteja muito presente. Vários tipos de humor coexistem com o situacional. As personagens são todas divertidas de alguma forma. A equipa de filmagens que atrapalha mais do que ajuda torna tudo ainda mais incrível. Os cenários variados são ricos em detalhes. Os vários elementos que deambulam sozinhos servem para quebrar a rotina do grupo principal e manter o filme interessante. E os cameos de actores conhecidos de outros locais tornam isto ainda mais incrível de se ver. Estamos a falar de Kirsten Vangsness (Criminal Minds), Scott Krinsky (Chuck) e do humorista Rick Overton. No elenco principal Adam Busch (que reconhecerão de Buffy, Altered Carbon ou Colony) será o nome mais importante, e nota-se que o realizador conseguiu desviar o filme das supostas personagens principais para lhe dar algum protagonismo e muito humor. Essa distribuição de responsabilidades que muitos diretores receiam fazer neste caso ajuda muito o filme que, com apenas duas personagens, não funcionaria.

Aquilo que um espectador desconfiado imediatamente classificaria como um pequeno gag que daria para dez minutos a ser explorado ao limite e esticado até dar uma longa-metragem, na verdade é um gag muito bem trabalhado de forma a dar uma história simples que foi construída de forma a dar exactamente tudo o que podia sem entrar em exageros. Estamos a falar de apenas oitenta minutos, mas que estão justificados. O actor que tão bem conhece o terror Bill Watterson, estreia-se aqui como realizador e co-argumentista com base numa história do também estreante em longas Steven Sears, para nos darem um produto que cumpre milimetricamente aquilo a que se propunha. Tem boas personagens, tem grandes momentos de humor, tem situações longas e até alguns momentos de animação que farão desconcentrar muita gente à espera do terror convencional. A facilidade com que conseguiram filmar tantas cenas de interior sem se repetirem e sem entrarem no cliché de recorrerem à câmara que estava em cena, prova que Watterson e o seu director de fotografia (Jon Boal) são nomes a ter em conta num futuro próximo. Veremos o que nos trazem em seguida.

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