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Crítica a "Assassin's Creed"

el  Wednesday, 15 March 2017 22:30 Written by 

o primeiro formato falhado desta saga.

Uma das poucas sagas de videojogos em publicação que justifica o adjectivo épica e simultaneamente apela à vontade de conhecer a História, é “Assassin’s Creed”. Depois dos imensos jogos e alguns livros, chegou a hora de passar para o cinema.  Houve atrasos na pré-produção,  mas o elenco inspirava confiança: Michael Fassbender, Marion Cotillard, Jeremy Irons e muitos outros eram a garantia que nem só fãs da marca iriam ver. O percalço que foi MacBeth con o mesmo realizador e duo protagonista refreou os ânimos (que já tinham esmorecido com a longa espera) mas não se esperava isto. Se aguardaram os dois ou três anos que o filme demorou, a única coisa que posso dizer é "lamento".

A saga é sobre o confronto secreto entre duas organizações: os Assassinos islâmicos e os Templários cristãos. Ao longo dos séculos estas duas irmandades vão-se enfrentando e na pele de um assassino que se controla através de um descendente (mais detalhes a seguir) é preciso completar missões e enfrentar templários. No filme não há uma tomada de posição tão clara entre Bem e Mal, e ambas as organizações são vistas como perigosas, ainda que haja alguma preferência pelo lado dos Assassinos.

No filme foram buscar uma parte importante da história: estamos perante uma máquina revolucionária que desbloqueia a memória genética e permite a uma pessoa recordar, sentir, viver o que o antepassado sentiu. Callum Lynch é descendente de Aguilar, um Assassino que desempenhou um papel crucial durante a queda de Granada, impedindo que os Templários adquirissem uma relíquia fundamental para o controlo da humanidade. Callum é um sociopata condenado à morte e com um passado negro, não quer saber de assassinos, nem de templários, apenas quer o que lhe prometeram: uma vida nova sem cadastro. Mas as duas organizações seculares ainda existem nas sombras e nenhuma aceita que a peça-chave caía nas mãos do oponente.
Há três erros no filme. Um é a máquina que faz movimentos impossíveis (nota-se na edição quão criativos tiveram de ser). Outro é o pouco cuidado que tiveram a interligar história e técnica. Apostaram no visual e em efeitos soberbos, mas a história foi descurada de forma chocante. Quem não sabia ao que ia, talvez tenha ficado impressionado com os cenários e com as tramas secundárias e fique com desejos de estudar História (ou de experimentar os jogos), mas quem sabia ao que ia e quem se abstrai desse adereço, fica perante o nada que é a história. E o terceiro ponto imperdoável, foi anunciarem demasiado cedo. O filme era suposto ter saído em 2014. Quem esperou tinha expectativas inatingíveis. O filme não é bom. Para o que demorou, é simplesmente terrível. A sua única missão é promover os jogos e talvez uma sequela, mas para todo o alarido (o salto em queda livre mais alto em pelo menos 35 anos, Fassbender envolveu-se no projecto desde o início, tendo escrito e editado, etc.) foi uma bela pedrada no charco. Nos aspectos positivos pode-se destacar o castelhano de Fassbender, não é perfeito, mas é bem aceitável para este poliglota que já vimos falar inglês e alemão.

Há interesse em mais um filme? A vontade de ver mais aventuras só surge mesmo no final e sinceramente, o desfecho deste filme é tão apressado e desajeitado que enquanto o espectador se recordar não deve querer saber da saga. Daqui a uns anos talvez possam arriscar novamente, mas não para já.

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