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Crítica a "Ozzy"

el  Tuesday, 14 March 2017 16:30 Written by 

um filme de animação para as crianças.

 

Se é certo que algumas escolas de animação são fáceis de identificar, em especial quando se tratam de grandes estúdios como Ghibli, Disney, Laika, Pixar, Dreamworks ou mesmo Sony, a verdade é que começam a surgir outras muito interessantes e o seu estilo é evidente em cada obra. Isso sucedeu com “Ozzy” que logo na primeira cena se revelou como uma produção espanhola. Não falo das pequenas produções espanholas como “Arrugas” ou “O Apóstolo”, mas daquelas que a TeleCinco faz por baixo custo e tentam vender internacionalmente como “Tadeo Jones” e “Capture the Flag”, ou mesmo “Planet 51” da Antena 3. Existe um estilo depois das fases da Dygra Films (El Bosque Animado, El Sueño de una Noche de San Juan) e da Filmax (El Cid, Donkey Xote) e convém estarmos atentos, pois quando deixarem de fazer animações parvas para crianças, poderá sair algo em condições. Este ainda pertence a esse grupo.

Ozzy” é a história de um cão com esse nome. Adorado pelos donos, sendo inclusivamente a inspiração para o comic Cão Estelar que o pai desenha, é com enorme pesar da família, e em especial da filha, que o deixam num spa luxuoso para cães e partem para um mês de férias numa convenção em Osaka. Só que esse paraío para cães era uma mera ilusão e depois da visita os animais são vendidos para uma prisão canina - onde até os guardas são cães - e os prisioneiros são sujeitos a condições degradantes. Ozzy não se deixa abater e fará tudo o que estiver ao alcance das suas patas para voltar para os donos. Em especial se puder correr pela sua liberdade.

O ponto forte do filme é ignorar os humanos e se focar nos animais, ao contrário de muitos títulos que tentam mostrar ambas as perspectivas e acabam por não se focar em nenhuma como deve ser. Aqui vemos a história dos cães na plenitude e há muito cuidado com os detalhes, inclusivamente dúvidas que pudessem ser colocadas pelos pais obrigados a ver o filme. Até a mini história de abertura é esquecida de tão embrenhado que se fica na trama da prisão e da sua micro-sociedade. Quem tentar passar a camada de ser um filme infantil, poderá ver semelhanças com “Animal Farm” nos cães que maltratam os seus iguais, e prisioneiros que personificam vários clichés do género prisional. É importante não esquecer que nunca tenta ser mais do que um filme infantil, e mesmo quando fica sério volta depressa a ser um filme sobre um cão que adora os donos e correr.

Com um elenco vocal impressionante na versão espanhola (José Mota, Michelle Jenner, Carlos Areces e Elsa Pataky), não teve igual projecção nos outros mercados e Portugal acabou por ser o quinto território mais lucrativo, perdendo apenas para Espanha, Rússia, Itália e Coreia do Sul. Talvez quando a indústria espanhola se tiver em melhor consideração consiga fazer história. Até lá irá dando títulos menores como este para entreter as crianças durante uma hora e tal e que se esquecem depressa. É pena pois animação e argumento dão provas de conseguirem muito mais.

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