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Crítica a "The Disappointments Room"

el  Tuesday, 14 March 2017 15:30 Written by 

spoiler: o título diz tudo.

É muito simples falar deste filme que é familiar desde o início. Em “The Disappointments Room” temos um casal com uma criança que se muda para uma casa no meio de nenhures. A mulher tem problemas mentais e trabalha a partir de casa, a casa tem uma história tenebrosa de uma era não tão distante. Quando a mulher começa a ver coisas, não sabe se é da cabeça dela ou se é sobrenatural, mas todos em volta acham que ela teve uma recaída. Há algumas fórmulas pré-escritas do terror que vão sendo reaplicadas vezes e vezes sem conta, por vezes repetidamente no mesmo ano. Esta é das mais em voga no iníco de século e com um elenco desconhecido teria sido ignorado por todos, mas como aqui temos Kate Beckinsale e passagens fugazes de Lucas Till (o novo MacGyver) e Michaela Conlin (Angela de Bones) garantiam um elenco a ter em consideração. A realização é de D. J. Caruso que nos vai trazendo títulos minimamente competentes e o argumento foi escrito por Caruso a meias com o improvável Wentworth Miller. Nomes suficientes para dar alguma confiança a algo que gritava que ia ser uma desilusão. E o título tinha razão.

Desculpem a piada fácil com o título, mas apesar de em Portugal ter ficado registado como “Sala Oculta”, a verdade é que continua a ser um quarto de desilusões. Ao longo de nem hora e meia somos torturados por um filme monótono que tenta ir buscar influências góticas, mas descartou tudo o que o género tem de relevante, deixando apenas uma história contemporânea de loucura e medo como dezenas que são feitas todos os anos. O seu visionamento é aborrecido, as cenas são previsíveis, nada do que se passa surpreende, choca, ou emociona. É um daqueles casos onde o espectador não consegue criar laços com as personagens e a sua vida ou morte é indiferente. A não ser que se tenha tido a sorte de adormecer na primeira metade, a segunda metade só melhora por ter alguns sustos, mas nem esses funcionam.

Por algum motivo um filme rodado em 2014 só saiu dois anos depois e na época morta de Setembro, numa tentativa vã de recuperar o tempo e dinheiro investido sabendo que não tinha estofo para tal. Nesse tempo de espera deve ter sido retalhado de tudo o que tinha de inovador e distinto, até ser apenas este esqueleto banal de um filme de terror que pega nos mínimos exigidos e os destrói na ausência de uma história cabaz. Assistir é sofrer de forma inglória para ver algo que se esquecerá logo de seguida. Com excepção talvez da cena dos super-heróis que tal como o novo visual de Beckinsale destoa do que se esperaria, é um grande buraco negro que teria sido melhor para todos os envolvidos e os espectadores manter fechado numa sala oculta para sempre.

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