Scifiworld

Crítica a "Max Steel"

el  Tuesday, 14 March 2017 14:30 Written by 

mais uma adaptação inútil.

Além das super-produções mediáticas que vão adaptando literatura juvenil, comics, videojogos, brinquedos infantis, jogos de tabuleiro e tudo mais que alguém se possa lembrar quando preso numa casa de banho por demasiado tempo, por vezes chegam alguns desses títulos sem a maquinaria oleada por trás. É o caso da Mattel que depois de nos bombardear com filmes Barbie, Hot Wheels, Monster High e Max Steel em formatos domésticos por vezes esticados para cinema, agora leva Max Steel para o grande ecrã. Convém não esquecer que eles também são os responsáveis pela gama Fisher-Price, pelas fadas Winx e pelos Masters of the Universe. Ou seja, são um daqueles aglomerados malignos multinacionais que sabem como manipular as mentes das criancinhas desde tenra idade, o fizeram connosco e o farão por muitos anos mais.

Algo falhou na máquina de propaganda pois o filme "Max Steel" que tem sido exibido por todo o mundo desde Outubro, só este mês chegou a Portugal e não se ouviu falar dele. Mesmo tendo um elenco de algum nível, com Maria Bello e Andy Garcia em papéis secundários. E na realização Christopher Yost, um argumentista habitual da máquina Marvel tendo trabalhado em séries animadas de Avengers, Iron Man, Fantastic Four, X-Men, dois filmes do Thor, além de duas séries das Teenange Mutant Ninja Turtles para a Nickelodeon. Era o homem certo para um filme de super-heróis para o público infantil.

A história é sobre Max McGrath, um adolescente que se vai mudando de terra em terra com a mãe até voltar ao lugar onde ele nasceu e onde o pai morreu há vários anos numa tempestade. Só que algo não está normal. O telemóvel de Max tem uma qualquer interferência e de vez em quando há como que um campo de forças em torno dele… Tudo é explicado quando surge Steel, um robot alienígena a querer sugar o que afinal é apenas um fluxo exoenergético de taquiões em Max. Certamente isto faria mais sentido se tivessem crescido a brincar com as action figures, mas é preciso dar algum benefício criativo a estas produções para os mais jovens.

Com um início confuso e estranhamente lento, o filme vai criando um Max que não consegue mostrar a empatia esperada. As aparições fugazes da colega Sofia são demasiado convenientes, e há muitos segredos entre os adultos, a começar pela não justificação da morte do pai. Quando entra no ritmo, há uma injecção de acção desmesurada, um vilão principal pouco convincente, um twist, e quando tudo termina há muitas respostas e uma introdução do novo vilão que é suposto durar por vários filmes. Os efeitos especiais são quase sempre muito simples e os cenários são tecnologicamente avançados sem serem futuristas, mas convincentes.

Quem não convence é Ben Winchell no papel titular. O seu lado humano até é bom, mas como herói deixa tanto a desejar como o vilão. O seu cúmplice metálico tem piada, mas ainda precisa de muito mais, o interesse amoroso tem uma actriz interessante (Ana Villafañe), mas com pouco tempo. Como muitas outras sagas anteriores – I Am Number Four, The 5th Wave – este primeiro filme serve minimamente como introdução, mas não serve como filme autónomo e a não ser que surja depressa uma sequela para revitalizar a franquia, terá sido mais um desperdício de dinheiro (facturou seis milhões, é impossível ter custado assim tão pouco) e uma grande desilusão para os produtores que chegaram a estar duas semanas em 2000 cinemas norte-americanos para este retorno miserável. Poderá ser uma questão de brand marketing da personagem ou simplesmente o público-alvo dos brinquedos ainda não tem idade para ir ao cinema, mas a continuarem assim, o segundo filme seria novo desperdício de dinheiro.

Leave a comment

Make sure you enter the (*) required information where indicated. HTML code is not allowed.

Mais Vistos

 

C/ Celso Emilio Ferreiro, 2 - 4°D
36600 Vilagarcía de Arousa
Pontevedra (España)

Redacción: 653.378.415

info@scifiworld.es

Copyright © 2005 - 2022 Scifiworld Entertainment - Desarrollo web: Ático I Creativos