Scifiworld

Crítica a “The Autopsy of Jane Doe”

el  Saturday, 11 March 2017 15:20 Written by 

Mistério na morgue.

O cineasta André Øvredal é amplamente conhecimento no panorama do cinema fantástico europeu por ter conseguido, sempre na minha perspectiva, um dos melhores filmes do, em 2010 já então machucado, terror found footage. Não foi outro senão o norueguês Troll Hunter (ou Trollgejeren, no seu idioma nativo) uma aventura fantástica pelos montes e bosques gelados da Noruega onde um grupo de investigadores que estudam as misteriosas mortes de uns ursos na zona acabam por desmascarar uma estranha conspiração do governo norueguês para encobrir a existência real dos mitológicos trolls.

Pois bem, o senhor Øvredal volta à carga com um filme desta vez muito mais reduzido, com uma única localização, um pequeno grupo de actores e uma história muito, muito potente.

O dono de uma funerária e o seu filho trabalham no cadáver de uma jovem que não tem nenhuma causa de morte aparente. Com o desenrolar da história, serão revelados os cada vez mais intrigantes motivos do falecimento da jovem.

Encontramo-nos ante uma película de género 100% onde o seu realizador parte a metragem em dois segmentos distintos. Um primeiro onde dá a conhecer uma história recheada de intriga, onde vemos uma autópsia realizada com um bom manejo de FX (a nível clínico desconheço já que os meus conhecimentos de patologia forense são reduzidos) e que recorda vagamente a autópsia vista a Tobin Bell em Saw 4. Neste primeiro segmento maneja o suspense de forma notável, construindo um relato que pouco a pouco vai adoptando tonalidades fantásticas e mitológicas no seu desenvolvimento e que prende o espectador habilmente.

Na segunda metade do filme é quando chegam os constrastes. Uma segunda parte que parece colocada unicamente para assustar o espectador mediante "jump scares" que se camuflam numa volta argumental nada ou pouco convincente e onde unicamente vemos boas formas na atmosfera, sendo esta uma espécie de copy & paste homenagem às melhores sequências das obras-primas do italiano Lucio Fulci. 

Perto do final confirma-se a tragédia com um desenlace medíocre e confuso que te deixa com um sabor de boca amargo e sobretudo com a sensação de que visto o seu início e primeiros passos, o filme poderia ter dado muito mais. Curiosamente, a Øvredal aconteceu o contrário do que ocorreu em Troll Hunter, que começava coxo e pouco a pouco ia subindo até alcançar um nível alto e boas doses de tensão. Na melhor das hipóteses, e só na melhor, está relacionado com o facto de em Troll Hunter ser Øvredal quem escrevia o guião, enquanto nesta Autópsia de Jane Doe não. Repito, só na melhor. Pode ser que não e seja só outra das minhas disparatadas teorias.

Ainda assim, não serei eu quem contrariará os excelentíssimos snhñores jurados do passado festival de Sitges e terminarei por sentenciar que o filme é de visionamento obrigatório para todo o fã do cinema actual de terror que se aprecie. Pelo menos é fresco.

Leave a comment

Make sure you enter the (*) required information where indicated. HTML code is not allowed.

Mais Vistos

 

C/ Celso Emilio Ferreiro, 2 - 4°D
36600 Vilagarcía de Arousa
Pontevedra (España)

Redacción: 653.378.415

info@scifiworld.es

Copyright © 2005 - 2022 Scifiworld Entertainment - Desarrollo web: Ático I Creativos