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Crítica a "The Neon Demon"

el  Sunday, 16 October 2016 15:55 Written by 

Embriaguez narcisista.

Após duas obras consecutivas de suposto culto, Nicholas Widning Refn volta à carga com The Neon Demon um filme protagonizado pela talentosa Elle Fanning e com Keanu Reeves e a exemplar Christina Hendricks (ambos apenas para dizer olá) no elenco.

Jesse é uma jovem que chega a L.A. com um sonho em mente: tornar-se super-modelo. A sua juventude e beleza despertará o interesse de vários caça-talentos, mas a sua oportunidade também despertará a inveja e os ciúmes de várias da suas "companheiras" de trabalho, num mundo onde estas mulheres estão dispostas a tudo para triunfar... inclusivamente a matar.

Admito que a premissa é mais que atractiva, pode ter sido isso que me induziu a pensar que talvez desta vez Widning Refn conseguiria transmitir-me algo. E pode ser que sim, pode ser que o tenha conseguido, mas só de passagem e nos últimos minutos do filme.

O filme não começa mal, onde nos mostra que Elle Fanning chega à California e começa a fazer contactos e sessões fotográficas. Mas duro pouco e depressa esse argumento que apontava tão alto é convertido por Refn numa sucessão de sequências cópias homenagens a Lynch ou ao melhor Argento, onde o que salva tudo da combustão é a pobre Fanning que atravessa todo o filme com extrema simplicidade. Centra-se mais, por exemplo, em construir o seu próprio universo narcisista de toques pseudotrash do que em questionar o mundo que tenta mostrar, o dos bastidores da dura e curta carreira das top models.

Uma vez submergidos nesse universo, se não és capaz de entrar ou de te sentires atraído por ele estás perdido. Porque o filme já só toma esse rumo, um rumo em que Refn parece olhar-te na cara e dizer "Olha, está é a minha merda. Gostas? Está bem. Não gostas? Também está bem. Estou a fazer cinema, adora-me." É assim. Já só parece melhorar e deixar de ser um videoclip de pesadelo para começar a tornar-se em filme nos seus últimos passos, onde mostra num ápice o que queríamos ver. Maníacas lindíssimas, que se aliam a maníacas também lindíssimas, para esgravatar o que elas foram (não muitos) anos antes. Aqui sim, Refn regala-nos com um par de sequências em que se pensa, “porque não fizeste disto antes?".

De forma resumida, um filme que poderá agradar aos fãs de NWR, isso não é novo, mas que num nível geral afunda devido a um excesso de protagonismo do próprio realizador.

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