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Crítica a "The Purge 3: Election Year"

el  Sunday, 11 September 2016 11:00 Written by 

ainda com mais tiros e explosões.

Depois de dois filmes com mortes supostamente indiscriminadas, a saga “The Purge” traz-nos um episódio dedicado ao ano eleitoral. De um lado os Novos Pais Fundadores a quererem manter a Purga a todo o custo gritando “Make America Great Again” e purificando a sociedade pelos seus critérios, do outro as vítimas a quererem acabar com tudo isso.

Doze horas para cometer crimes. O conceito da Purga ao início pareceu estranho e fantasioso, mas com atitudes recentes da NRA, a aprovação do transporte de armas para as universidades no Texas, e as sondagens de Trump provando que imensos americanos são a favor de manter os estrangeiros longe a todo o custo, cada vez se torna mais credível este cenário em que se possa ter carta branca para fazer o mal e sair impune. As pessoas não são convidadas a participar. Podem querer participar, podem querer ficar de fora terem sorte e não serem vistas, ou podem ter azar e serem um alvo. Ninguém está a salvo.

Neste episódio já o Dia da Purga está instituído há vinte anos e as pessoas adaptaram-se, seja com barricadas, com seguros contra a purga, formando milícias de morte ou ambulâncias de salvamento, ou simplesmente desejando estar noutro lugar. Até há estrangeiros que viajam em “turismo de morte” para matar nesse dia especial. Só que as eleições aproximam-se e a senadora Charlie Roan, que perdeu a família na Purga há muitos anos, quer ser presidente para acabar com ela. No movimento underground o líder popular Dante Bishop também opera para acabar com a Purga, mas usando as regras da Purga. E no poder instalado, os Novos Pais Fundadores ajustam as regras para que todos possam ser mortos, especialmente a sua rival em ascensão. O nosso conhecido Leo Barnes é o responsável pela segurança da senadora e está de mãos cheias nesta noite especial em que tem de criar uma fortaleza inexpugnável na moradia do alvo mais desejado. E como não poderia deixar de ser, ainda há o americano comum a fazer o que pode por si ou pelos outros.

Os estúdios Blumhouse dominam a arte de fazer terror barato com qualidade e a facturar milhões. Esta sua aposta na saga “The Purge” continua a dar frutos como se viu por o filme ter ficado pago nos primeiros dois dias de exibição e tudo o resto ser lucro. Mas deve acabar por aqui. Depois de um filme onde explicaram as razões de ser da Purga, dum segundo onde mostram o arrependimento e dum terceiro onde se decide o futuro dessa data, a trilogia ficou mais do que fechada. Aqui não havia nada de novo a dizer, além de evidenciar o lado bom e mau das pessoas. A loucura toma conta das ruas e a violência escala mais um degrau. Claro que tem uma forte mensagem política com a candidata moderada a ter de enfrentar um homem louco que a quer matar e isso não é inocente neste ano eleitoral americano (Trump não insinuou algo sobre Clinton poder ser morta por algum seu admirador?). Sabemos que a tarefa do filme é mostrar um extremo para que as pessoas das classes desfavorecidas saibam em quem votar para as defender, mas não deixa de ser entretenimento. Após três filmes já o espectador estará embrutecido e insensível a mais mortes e destruição e pode tentar apreciar a história tão semelhante a tantos filmes de acções com o mote “protejam o presidente”.

James DeMonaco ainda sabe o que faz e este filme é de visionamento fácil assim que se liga a insensibilidade. Frank Grillo continua a ser o herói que precisávamos. A saga “The Purge” continua a fazer a sua missão e o terceiro pode ser visto no seguimento dos anteriores ou em separado. Desde que não se incomodem com todo o non-sense que já vem de trás, com os estereótipos aqui utilizados (agora até a Igreja metem aos barulho), nem com a violência gratuita com dois laivos extra de loucura, é entretenimento.

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