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Crítica a "Assassination Classroom 2"

el  Saturday, 10 September 2016 18:00 Written by 

Kunugigaoka tem mais encanto na hora da despedida.

O cinema japonês é muito estranho. Quando se baseia em manga ou animes facilmente fica ainda mais estranho. Mas entre os estranhos, há os bons e os maus e enquanto outros filmes com seres tentaculares traumatizariam, esta saga é daqueles casos que facilmente se entranha e se compreende e aceita a loucura de forma divertida.

No ano passado houve uma sessão do MOTELx que conquistou muitos corações. A história de Koro-sensei, um ser de origem desconhecida demasiado rápido para ser destruído pelo exército e responsável pela destruição de 70% da Lua que dá uma oportunidade à Terra: ele treinará pessoalmente uma turma de jovens indesejáveis da escola Kunugigaoka como assassinos para que o eliminem no espaço de um ano. Caso eles tenham sucesso, o problema da humanidade está resolvido. Caso falhem, escusam de se preocupar com o resto dos estudos pois não terão planeta. O extremo do ridículo desta premissa só é superado pelo aspecto do professor: um gigantesco smile com sorriso de orelha a orelha com tentáculo em vez de braços e completamente amarelo (ainda que algumas emoções o façam mudar de cor). E esse professor enquanto os ensina a serem os melhores assassinos do mundo, também revela ser talvez o único indivíduo no mundo que se preocupa realmente com eles, puxando por eles, deixando-os livres para descobrirem por si mesmos as grandes lições da vida e apoiando quando precisam. Ele quer que o matem e ao mesmo tempo está disposto a morrer por eles.

No primeiro filme fomos conhecendo os elementos desta turma reforçada com assassinos profissionais de várias proveniências e com os seus próprios poderes incríveis. A turma teve de se unir para enfrentar um inimigo comum e a missão de eliminar o professor ficou por cumprir. O segundo filme tem a mesma ideia base, mas o fim-do ano está a chegar e a pressão aumenta. Enquanto os alunos acham que a festa da escola será a oportunidade ideal, os governos mundiais não estão dispostos a esperar mais e vão avançar, independentemente dos danos colaterais.

Neste filme para o qual regressou todo o elenco, vamos conhecer a origem do professor e perceber melhor qual a sua ligação com a antiga professora da turma 3-E. Vamos ter, sentados na sala de aula, a maior lição de todas. Vamos passar pelo processo doloroso de ver o fim e dizer adeus a estas personagens. Quem vibrou com o primeiro vai sentir a angústia do final, ainda que o filme seja um pouco inferior ao primeiro para não custar tanto. A história termina muito depressa (são duas horas que passam a voar) e como Eiichirô Hasumi assume que já conhecemos todos não perde muito tempo nas apresentações, vai directo para a acção logo nos primeiros minutos.

Com toda a adrenalina e explosões que se esperaria, vários planos geniais e momentos de pura loucura, “Assassination Classroom 2” está uns furos abaixo da primeira parte. Compensa o conteúdo pior (por vezes contraditório ao primeiro filme) com mais emoções, fecha algumas das pontas soltas e deixa-nos com uma sensação de missão cumprida e de fecho. Obrigado MOTELx por esta dupla aposta na loucura. Resta-nos a manga (comercializada em Portugal) para termos mais alguns momentos com este professor impossível de matar.

 

Crítica à Parte 1

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