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Crítica a "The Master Cleanse"

el  Saturday, 10 September 2016 11:30 Written by 

Nada como uma bela limpeza.

Depois do sucesso inesperado de “Bad Milo” no MOTELx de 2014, a mera sugestão de um novo filme americano com criaturas vindas do interior que acumulam todo o mal não podia deixar de causar um sorriso nos lábios. Especialmente porque no papel principal estava o (também produtor) Johnny Galecki que tão bem conhecemos como Leonard de “The Big Bang Theory”. Ao seu lado Anna Friel que, mesmo sem ser especializada no fantástico, começa a ser um rosto cada vez mais frequente neste nosso nicho. A realização e argumento são do desconhecido Bobby Miller que, apesar de ter vários filmes no currículo, ainda não deu o passo decisivo.

A história acompanha Paul (Galecki), um homem infeliz e algo azarado cuja vida não podia piorar, que se deixa seduzir pelo tentador anúncio de um retiro gratuito de limpeza espiritual. Apesar de algo desconfiado pela oferta irrecusável, na sessão de pré-selecção parece estar mais motivado do que a maioria e a chegada da bela Maggie (Friel) convence-o a esforçar-se para ir, mesmo que duvide por ver no formulário típico de inscrição que a organização não se responsabiliza por mortes ou acidentes. No campo do retiro, bem isolado de toda a civilização, a estranha responsável (Angelica Houston) pela sua preparação para a chegada do grande guru Ken Roberts (Oliver Platt) tem apenas duas condições: que bebam um líquido feito à medida para cada e nada de trazer alimentos de fora. A bebida tem um efeito na digestão e por entre as excreções de cada participante sai uma coisa que se mexe e com a qual vão ter de aprender a lidar.

Tirando uma ou outra cena um bocadinho mais violenta, mas ainda assim divertida, esta comédia indie não tem nada de filme de terror. O bichinho que sai dos participantes é uma coisa só um bocadinho nojenta e faz uns sons parecidos com um Mogwai. O processo de adaptação (ou será melhor dizer adopção?) à criatura é curioso e a criação de laços entre humano e besta de estimação é mais fácil do que entre humanos. Pelo menos na perspectiva de Paul que não consegue a atenção de Maggie.

Com uma realização competente numa história pouco exigente, o filme assenta na credibilidade do monstro que é bem conseguida em todos os tamanhos. As actuações são medianas (Galecki continua a fazer o tipo de papel que lhe conhecemos melhor, Friel é um estereótipo, os outros são apenas estranhos) e o argumento teria sido melhor empregue numa curta do que numa longa-metragem.

No contexto do MOTELx serviu exactamente para o fim que teve: encher uma sessão das 14 horas onde um nome sonante e uma história ligeira tinham como maior rival a hora da sesta. Dá para libertar a mente por uns momentos depois de uma dúzia de filmes violentos. Se permitirem a expressão, é um digestivo para acalmar o processamento de uma grande dose de terror.

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