Blade Runner: Notas sobre uma obra-prima (III)
Rodagem: Sacrifício
Se alguma palavra define como foi a produção in loco de “Blade Runner” ela é sacrifício. Daryl Hannah magoou o cotovelo partindo acidentalmente um copo logo na primeira cena e teve de aguentar uma rodagem muito física, especialmente para a personagem dela, com essa dor constante. Harrison Ford viveu num isolamento total, só saindo do camarim para a filmagem das suas cenas, sem nada além de indicações de Scott que queria obter uma interpretação concreta da estrela para a qual o seu silêncio era fundamental. A equipa americana de filmagens sentiu-se menosprezada e explorada, chegando mesmo a uma revolução, como veremos. E Jordan Cronenweth, o extraordinário director de fotografia do filme, começou a rodagem de pé, mas terminou-a em cadeira de rodas devido a uma agravamento da doença de Parkinson que não bastou para o afastar do seu posto, devido à paixão que sentia pelo projecto.
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