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Crítica a "Mr. Right"

el  Sunday, 11 October 2015 09:30 Written by 

I am a T-Rex! I am invencible!

Pensem no recém-estreado “American Ultra” onde um agente adormecido e a namorada completamente ganzados enfrentam todos os serviços secretos. Pensem no espanhol “Sexykiller” onde uma fashionista elimina brutalmente todos os que se atravessam no caminho dela, estejam vivos ou mortos. Agora, pensem no resultado de juntar Max Landis, o argumentista do primeiro, com Paco Cabezas, o argumentista do segundo. É uma boa forma de descrever “Mr. Right” cujo título aponta para uma comédia romântica, para depois nos surpreender com algo muito louco e do agrado dos amantes de emoções fortes.

Anna Kendrick é a mulher. Está naquela versão que conhecemos muito bem em que é desastrada mas encantadora. Sam Rockwell é o homem, a esbanjar estilo por todos os lados. Quis o destino que se cruzassem num supermercado e ele ficou logo enamorado. Atacou estilo matador com todo o seu charme e loucura. Ela, muito sábia, rejeitou a investida daquele tipo estranho que não conhecia de lado nenhum. Podia ser algum psicopata. Ele logo a conforta dizendo que na verdade é um assassino o que a deixa muito mais tranquila. Talvez por ambos terem um sentido de humor estranho começam mesmo a sentir alguma química. O único problema, aquele detalhe mínimo que pode estragar tudo, é que ele nunca lhe mente. O que pode parecer o homem perfeito - Mr. Right – deixa de o ser se pensarem que uma das primeiras coisas que ele disse foi que era um assassino. Outro detalhe aborrecido é que eles estão mesmo avariados da cabeça e o problema dele tornou-o indesejável para muita gente que não o querem vivo e vão atacar com a forma toda, o que quase estraga os vários encontros que ele queria ter tranquilo. Conseguirá o Mr. Right levar a sua Martha a dançar por entre as balas ou o amor perfeito está destinado a morrer? É que o homem encarregado de deter Mr. Right é o seu velho parceiro Hopper - interpretado pelo sempre assustador Tim Roth – o maior especialista no seu estilo ímpar de brincar com a morte. O único que o viu em acção e viveu para contar.

Com uma narrativa fluida e personagens carismáticas interpretadas por actores que adoramos, é fácil entrar no mundo absurdo de “Mr. Right”. A maior surpresa será quando o género se inverte – ainda que essa transição demore demasiado a acontecer – e subitamente passemos da comédia para o filme de acção, as orelhas de felino sejam trocadas pelas facas voadoras, e o palpitar acelerado dos corações apaixonados seja trocado pelo súbito fim de batimentos de algum gangster bem armado. Ao mesmo tempo que ele tenta ser menos violento para agradar à namorada, ela começa a perceber o encanto daquela vida repleta de aventuras e as claras vantagens de eliminar as pessoas más. O que há para não gostar em tal narrativa?

Revelando de forma óbvia que as grandes influências de Cabezas são “Singin’ In the Rain” e “Taxi Driver”, “Mr. Right” cumpre o seu propósito de entreter e encherá as medidas de qualquer fã dos protagonistas. Resta-nos esperar pela estreia em Portugal deste filme (ainda não comprado) e pelo que certamente se seguirá. Sugiro “Mr. & Mrs. Right” para título.

Pensem no recém-estreado “American Ultra” onde um agente adormecido e a namorada completamente ganzados enfrentam todos os serviços secretos. Pensem no espanhol “Sexykiller” onde uma fashionista elimina brutalmente todos os que se atravessam no caminho dela, estejam vivos ou mortos. Agora, pensem no resultado de juntar Max Landis, o argumentista do primeiro, com Paco Cabezas, o argumentista do segundo. É uma boa forma de descrever “Mr. Right” cujo título aponta para uma comédia romântica, para depois nos surpreender com algo muito louco.

Anna Kendrick é a mulher. Está naquela versão que conhecemos muito bem em que é desastrada mas encantadora. Sam Rockwell é o homem, a esbanjar estilo por todos os lados. Quis o destino que se cruzassem num supermercado e ele ficou logo enamorado. Atacou estilo matador com todo o seu charme e loucura. Ela, muito sábia, rejeitou a investida daquele tipo estranho que não conhecia de lado nenhum. Podia ser algum psicopata. Ele logo a conforta dizendo que na verdade é um assassino o que a deixa muito mais tranquila. Talvez por ambos terem um sentido de humor estranho começam mesmo a sentir alguma química. O único problema, aquele detalhe mínimo que pode estragar tudo, é que ele nunca lhe mente. O que pode parecer o homem perfeito - Mr. Right – deixa de o ser se pensarem que uma das primeiras coisas que ele disse foi que era um assassino. Outro detalhe aborrecido é que eles estão mesmo avariados da cabeça e o problema dele tornou-o indesejável para muita gente que não o querem vivo e vão atacar com a forma toda, o que quase estraga os vários encontros que ele queria ter tranquilo. Conseguirá o Mr. Right levar a sua Martha a dançar por entre as balas ou o amor perfeito está destinado a morrer? É que o homem encarregado de deter Mr. Right é o seu velho parceiro Hopper - interpretado pelo sempre assustador Tim Roth – o maior especialista no seu estilo ímpar de brincar com a morte. O único que o viu em acção e viveu para contar.

Com uma narrativa fluida e personagens carismáticas interpretadas por actores que adoramos, é fácil entrar no mundo absurdo de “Mr. Right”. A maior surpresa será quando o género se inverte – ainda que essa transição demore demasiado a acontecer – e subitamente passemos da comédia para o filme de acção, as orelhas de felino sejam trocadas pelas facas voadoras, e o palpitar acelerado dos corações apaixonados seja trocado pelo súbito fim de batimentos de algum gangster bem armado. Ao mesmo tempo que ele tenta ser menos violento para agradar à namorada, ela começa a perceber o encanto daquela vida repleta de aventuras e as claras vantagens de eliminar as pessoas más. O que há para não gostar em tal narrativa?

Revelando de forma óbvia que as grandes influências de Cabezas são “SIngin’ In the Rain” e “Taxi Driver”, “Mr. Right” cumpre o seu propósito de entreter e encherá as medidas de qualquer fã dos protagonistas. Resta-nos esperar pela estreia em Portugal deste filme (ainda não comprado) e pelo que certamente se seguirá. Sugiro “Mr. & Mrs. Right” para título.

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