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Crítica a "Cop Car"

el  Saturday, 12 September 2015 10:30 Written by 

uma aventura em ponto pequeno.

Um dos títulos mais falados do ano nos circuitos alternativos, é o thriller policial “Cop Car”. Não é sobre nenhuma melindrosa investigação, ou sequer um confronto entre a autoridade e um qualquer gangue. É sobre um xerife que perdeu o carro. Esta simples premissa dificilmente daria uma longa-metragem, mas a forma como é trabalhada e apresentada leva a um patamar que hoje em dia, um filme tão simples tem dificuldades em atingir. Digo filme simples e até podia dizer filme barato, mesmo sendo protagonizado por Kevin Bacon. O estatuto de estrela não se fica por aí, pois Kyra Sedgwick (esposa dele na vida real que não temos visto muito desde a série “The Closer”) também empresta a voz e Camryn Manheim (“The Practice”, “Ghost Whisperer”) tem um pequeno papel. No entanto, o orçamento era muito reduzido e o filme foi filmado no Colorado com uma equipa de apenas quinze pessoas. O que os convenceu foi o argumento, com poucas falas mas muito visual, e que tem sido apreciado em muitos sítios.

Podíamos dizer que esta é a história de dois rapazes. Fugidos de casa, partiram numa aventura exploratória maior do que as próprias pernas. Tudo os fascina e enfrentam os pequenos perigos da caminhada com alegria, com adrenalina, e soltando palavrões. Afinal, são apenas miúdos. Quando se deparam com um carro abandonado, ficam maravilhados. Do olhar passam para o tocar. Depois para o entrar. Depois para o ligar… De repente estão a andar na estrada com as sirenes ligadas e é a aventura das suas vidas.

Falta o outro lado da moeda. Se há um carro da polícia sem condutor, então há um polícia sem carro… Quando o xerife Kretzer regressa ao lugar e não encontra o carro, fica um pouco surpreso. Quando lhe dizem que foi visto um carro da polícia a ser conduzido por miúdos fica em pânico. Ele é responsável pelo carro e não quer ser responsabilizado pelo que está no interior. Apeado, terá de conseguir enganar a polícia e encontrar o carro depressa.

Realizado por Jon Watts (também co-escreveu) que o ano passado nos deu “Clown” com Peter Stormare e Eli Roth e brevemente nos dará o novo Spider-Man, “Cop Car” tem três histórias numa. A primeira é o encanto infantil da exploração e a encantadora ignorância. Talvez a mais difícil de conseguir por os adultos não saberem o que isso é, e em que dois pequenos grandes actores nos fazem sonhar por momentos. A segunda é o pânico do polícia, um excelente trabalho de construção e interpretação de Bacon que faz sozinho grande parte do filme. A terceira é o conflito, já com mais elementos e onde as visões infantil e adulta lutam pela nossa atenção. O mais surpreendente é que “Cop Car” consegue chegar ao fim sem defraudar expectativas e sem comprometer nada do que foi construindo. Não sendo um filme incrível, é merecedor de um visionamento ocasional para recordarmos como em algo simples pode estar um momento bem passado. Isso tanto é válido para as brincadeiras de crianças, como para os filmes que muitas vezes se perdem em efeitos e se esquecem do que realmente importa.

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