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Crítica a "Turbo Kid"

el  Thursday, 10 September 2015 07:00 Written by 

No ano em que a saga de culto Mad Max voltou às salas pela porta grande, o pós-apocalíptico ganhou ainda outro fôlego com um título um pouco menos conhecido que tem feito um belo circuito pelos festivais: “Turbo Kid”.


Por mais estranho que pareça esse número, o filme foi feito não por uma, não por duas, mas por três pessoas: François Simard, Anouk Whissell e Yoann-Karl  Whissell.  Tudo começou com o projecto “ABC’s of Death”. Se bem se lembram, 25 das letras eram por convite, mas sobrava sempre uma para participação do público. No primeiro filme foi o T, no segundo foi o  M, em ambos os casos vimos algumas centenas de candidatos e vários deles bem merecedores de estarem no lote final. Não desfazendo a incrível “Toilet” que ficou na primeira antologia e era claramente uma das cinco melhores curtas, um dos recusados que ficou pelo caminho foi “Turbo Kid”. Ora recordem (se não se importarem com spoilers, pois muitos dos gags foram reaproveitados na longa).
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Alguns anos passaram e Jason Eisener (que fez “Hobo With a Shotgun” com base no trailer falso do projecto “Grindhouse”) ajudou o trio de amigos a fazer o seu filme numa versão prolongada.

“Turbo Kid” não é um filme para ser levado a sério. O seu objectivo é homenagear a época dourada dos anos 70/80 e todos os filmes pré e pós-apocalípticos que essas décadas nos deram. A história é sobre um jovem solitário viciado em ler comics do Turbo Rider. Num mundo destruído pelos robots e pelas chuvas ácidas, a água é um bem precioso. O ano é 1997 (isso era um futuro distante nos anos 80). Kid desloca-se numa BMX e passa os dias em busca de tesouros perdidos que possa trocar por um pouco do líquido essencial. Tudo muda no dia em que conhece Apple, uma jovem simpática, extrovertida e bastante louca que vai dar uma grande volta à vida pacífica de Kid. Vai colocá-lo em contacto com o gang de Zeus, um violento criminoso que domina tudo e todos com punho de ferro. Depressa Kid vai ter de começar a lutar e a matar para sobreviver. Só que a vida real não é como nos livros de banda desenhada. Estará o jovem talhado para feitos heróicos?


Um pouco longo para a história que tem, “Turbo Kid” safa-se razoavelmente devido às várias referências que vai mostrando. O elenco da curta no geral era mais convincente, mas Laurence Leboeuf como April rouba o espectáculo e só por si justifica a reformulação da equipa. Quanto ao filme, quem o for ver à procura do que é – filme homenagem com vários dos problemas de há trinta anos – pode não ficar totalmente convencido, mas ficará minimamente agradado. É melhor visto em grande ecrã e com um grupo grande. De preferência a competir para encontrar os vários easter eggs. Quem for ver esperando um filme de 2015, provavelmente sairá a meio.

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